“Atlantis Cup - Regata da Autonomia” dinamizou a Vela de Cruzeiro e projectou os Açores

A “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 foi apresentada pelo Presidente da Direcção, José Decq Mota, e pelo Director de Prova, Jorge Macedo

“A Atlantis Cup é o reflexo da evolução que a Vela de Cruzeiro teve nos Açores e contribuiu muito, em variados aspectos, para essa evolução”. Palavras proferidas pelo Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, na Sessão de Apresentação Pública da 30ª Edição da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, que aconteceu na tarde desta sexta-feira, 16 de Fevereiro, no Bar do CNH.

A “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, a principal regata de Vela de Cruzeiro realizada no mar dos Açores e uma das mais importantes de Portugal, é organizada pelo Clube Naval da Horta.

José Decq Mota – que tinha ao seu lado o Vice-Presidente do CNH, Luís Costa, e o Director de Prova, Jorge Macedo – agradeceu a presença de todos, dirigindo uma saudação especial à Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Ana Luís; ao Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores;  ao Capitão do Porto da Horta, Rafael Silva; ao Vereador Filipe Menezes, em representação do Presidente da Câmara Municipal da Horta; ao Presidente da Portos dos Açores, S.A., Fernando Nascimento; ao Representante do Director Regional do Turismo; e ao Presidente da Assembleia-Geral do CNH, Luís Carlos Decq Mota.

A Sessão de Apresentação da 30ª Edição da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” contou, também, com a presença de outras Entidades Locais e Regionais; Dirigentes Desportivos; Praticantes de Vela de Cruzeiro; Sócios do Clube Naval da Horta; Representantes de outros Clubes intervenientes; e Órgãos de Comunicação Social (OCS).

José Decq Mota – que participou, como concorrente, na Atlantis Cup ao longo de 7 anos – lembra que “a frota desses anos recuados tinha muito pouco a ver com a que realiza a Regata actualmente”. E realça: “A Atlantis Cup – que mais tarde foi baptizada com o nome de Regata da Autonomia – ganhou projecção e tem sido um veículo de divulgação dos Açores nos meios náuticos nacionais e internacionais. Essa popularidade foi bem visível junto da Associação Nacional de Cruzeiros (ANC), que tem vindo, por várias vezes, a integrar-se em edições desta Regata”.

O mais alto Dirigente do Clube Naval da Horta sublinha que “esta Prova tem contado com concorrentes do Norte, Centro e Sul do País – que se inscrevem muito cedo a fim de poderem organizar a sua vida – e com outros de diferentes nacionalidades”, deixando o repto para que “alguém tenha a iniciativa de fazer o levantamento sobre as origens dos diferentes participantes ao longo de três décadas, o que seria muito interessante”.

Desafio concretizado entre 2016 e 2018

Outro ponto destacado por José Decq Mota é o facto de esta 30ª Edição completar a passagem por todas as Ilhas dos Açores. E recordou que esse desafio foi lançado pela Presidente da ALRAA, em 2013, naquele mesmo espaço: o Bar do CNH. “A Direcção do Clube Naval da Horta encaixou o desafio, mas posso revelar que não foi fácil, em termos logísticos, organizar uma Regata que tocasse em todas as Ilhas. Daí termos decidido fazê-lo de forma faseada”, vincou este Responsável. O cumprimento deste propósito decorre entre os 40 Anos da institucionalização da Autonomia Regional dos Açores – assinalados em 2016 – e o 30º Aniversário da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, que se comemora neste ano de 2018.

Em 2016, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, privilegiou o Grupo Ocidental: Flores e Corvo, tendo tocado em São Jorge. Nas Flores, o porto da largada foi o das Lajes; no Corvo a escala foi feita no Porto da Casa da Vila Nova; e, em São Jorge, na Marina das Velas.

No ano de 2017, esta Regata largou de Ponta Delgada, realizando a 1ª etapa rumo a Vila do Porto (em Santa Maria); a 2ª etapa ligou Vila do Porto a Vila Franca do Campo (São Miguel), com a particularidade de ter incluído mais este concelho; e a 3ª etapa, iniciada em Vila Franca do Campo, terminou na cidade da Horta.

Em 2018, esta Regata terá como foco as Ilhas do Grupo Central, nomeadamente Faial, Pico, Terceira e Graciosa, envolvendo os Portos da Madalena (Pico), Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (Terceira), Praia da Graciosa, e Horta (Faial).

No ano em que termina o seu mandato (o 3º consecutivo desde 2013, embora já tenha desempenhado estas funções na década de 90, durante vários anos), José Decq Mota sublinha a importância do desafio lançado pela Presidente da ALRAA – que se reveste “de natureza político-institucional, estratégica e prática” – salientando que “esta foi a maneira de a frota de recreio açoriana ter um campo de regata maior, que vai de Noroeste (Flores) a Sudeste (Santa Maria)”. E acrescenta: “Soubemos corresponder, mas a principal resposta é dos velejadores, a quem quero agradecer a participação”.

A maturidade da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” – realizada pela primeira vez em 1988 – e o facto de completar 30 Anos, levam a Organização a pensar que a Edição de 2018 vai ter “um elevado número de concorrentes”.

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A Sessão de Apresentação da maior Regata de Vela de Cruzeiro dos Açores e uma das mais importantes de Portugal, contou com uma sala cheia

Uma Regata oceânica aliciante

Preparando o terreno para o futuro, o actual Presidente da Direcção do CNH disse que, “quem vier a seguir, só tem de se lembrar que este desafio foi feito, tendo imaginação para jogar com circuitos entre as 9 ilhas”.

Referindo-se concretamente à Atlantis Cup, a Prova Raínha da Vela de Cruzeiro nos Açores, este líder referiu que “é uma regata costeira, mas de natureza oceânica”, classificando-a como “aliciante”. “É uma Regata que dá vida ao Clube Naval da Horta e à Náutica de Recreio nos Açores. O nosso objectivo primordial é o de realizar sempre uma Regata Oceânica, que atraia participantes, que promova a Região e que dignifique a Autonomia”, enfatizou.

A “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 conta, como habitualmente, com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e com os seguintes clubes como co-organizadores: Clube Naval da Madalena, do Pico; Angra Iate Clube e Clube Naval da Praia da Vitória, da Terceira; e Clube Naval da Graciosa.

José Decq Mota evidenciou a colaboração dos Clubes Navais co-organizadores e das Câmaras Municipais por onde a Regata passa, enaltecendo o “enorme apoio” que é dado pela Portos dos Açores, S.A., sem esquecer a preciosa cooperação de todos os outros patrocinadores e apoiantes.

O Dirigente máximo do CNH aproveitou esta oportunidade para, publicamente, reconhecer e agradecer algumas pessoas que, pelo seu trabalho dedicado e voluntário, sobressairam neste percurso de 30 anos: José Victor Alves, que foi o primeiro Presidente da Comissão da Atlantis Cup, tendo desempenhado essas funções durante vários anos; o comandante José Salema; Alzira Luís, Vitor Mota, Rogério Feio,  António João e Jorge Macedo, que “é Director de Prova já há tantos anos, que é quase um cargo vitalício”, gracejou José Decq Mota, salientando que, “sem estas e outras colaborações não teria sido possível fazer todo este trabalho. “Conseguimos fazer coisas rigorosas e difíceis e “do arco da velha”, porque temos gente com muita capacidade e generosidade”, rematou.

Tal como em edições anteriores, este ano a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” terá a cobertura de canais televisivos nacionais e da imprensa especializada em Desporto, apoiados pelo Gabinete de Imprensa do CNH, que disponibilizará toda a informação.

Indissociável desta Regata é a edição da Revista “Atlantis Cup” – da reponsabilidade do Clube Naval da Horta – uma publicação bilingue (em Português e Inglês), a cores, com uma tiragem de 500 exemplares, distribuída nos mais importantes Centros do Iatismo Nacional e Internacional, e que serve de veículo promocional desta Regata de Vela de Cruzeiro de reconhecido prestígio Regional e Nacional.

Novo percurso = grande desafio

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Jorge Macedo abordou os meandros da Regata

Jorge Macedo, Director de Prova da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 – a quem coube a Apresentação da Regata – referiu que aceitou com “muito gosto” o convite desta Direcção para mais um ano de missão, tendo de conciliá-la com outro cargo que também lhe dá que fazer e que é a Presidência da Direcção da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA). Contudo, “a bem de fazer com que os Açores cheguem cada vez mais longe”, certamente que o esforço compensa.

Habituado a estas lides, este Dirigente vaticinou que, tendo em conta o ‘feedback’ recebido dos continentais e até mesmo dos açorianos, “esta vai ser uma Regata complicada”. Tudo, porque, o circuito deste ano contempla um sítio novo que não tem estacionamento: a ilha Graciosa, que ainda não dispõe de Marina.

“Com embarcações de 40 pés e a maioria de 35 para cima, vai ser difícil”, garante o Director de Prova, referindo que terá de ser à moda antiga.

Jorge Macedo destacou “o apoio incondicional” da Portos dos Açores, S.A., que, 3 dias antes da chegada da Regata a um porto e 3 dias após a partida, disponibiliza estacionamento gratuito às embarcações em Prova, em todas as Marinas.

No que concerne às embarcações, a novidade deste ano prende-se com a selagem dos motores. Como as etapas são mais curtas, a Organização decidiu testar um novo modelo. Assim sendo, no ‘Briefing’ que antecede a Prova, será demonstrada a forma de selagem dos motores. Consequentemente, antes do início da Regata, um membro da tripulação de cada barco ou outra pessoa designada para o efeito, fará a selagem, enviando a fotografia comprovativa para a Organização, que é quem fará a des-selagem à chegada.

Com um percurso que se prevê que comece, a 29 de Julho, na Madalena do Pico, com escalas em Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Praia da Graciosa, e terminús no Faial, no dia 5 de Agosto, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 completa, assim, o objectivo de tocar em todas as Ilhas, afirmando-se como a Regata da Autonomia, presente nas 9 parcelas açóricas.

De realçar que, independentemente do percurso realizado em cada ano, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” tem sempre como ponto de chegada a Cidade da Horta, na Ilha do Faial, coincidindo com a Abertura Oficial da Semana do Mar e do seu intenso, variado e qualificado Festival Náutico, o maior de Portugal, organizado pelo CNH.

A 1ª etapa, liga a Madalena do Pico a Angra do Heroísmo, num percurso de 72 milhas.

Na 2ª etapa, haverá uma centralização das embarcações em Angra do Heroísmo, mas o percurso até à Praia da Vitória será neutralizado, ou seja, não conta em termos competitivos. Ao largarem da Praia da Vitória, os velejadores terão forçosamente de contornar a ilha Terceira pelo Sul em direcção à Praia da Graciosa, numa distância de 56 milhas.

A 3ª e última etapa contempla Praia da Graciosa (pelo Norte da ilha) – Horta, tendo os participantes de contornar o Faial quase todo, o que significa percorrer 70 milhas.

Refira-se que em cada concelho por onde a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 passar, haverá uma recepção antes da largada.

“Estes eventos sociais são muito importantes, permitindo o convívio entre todos, a troca de impressões e de experiências, pelo que o papel das Câmaras Municipais é fundamental”, vincou o Director de Prova.

Homenagem e apoio

Jorge Macedo chamou a atenção para o facto de o ‘flyer’ de divulgação da Regata deste ano ostentar uma “belíssima” fotografia do “Mariazinha”. E explicou: “Noutras edições já foram evidenciados barcos como o “Xcape”, o “Air Mail”, o “Soraya”, e outros, funcionando como uma forma de homenagear aqueles que mais participam neste evento náutico”.

Em termos de comunicações, o canal disponível será o 9.

Este Responsável referiu que as inscrições continuam abertas e lembrou a parceria existente, há vários anos, com a estação costeira da “Cooperativa Porto de Abrigo”, no âmbito da qual todas as embarcações poderão recorrer em caso de necessidade, sem qualquer custo.

Momento marcante para o CNH e para os Açores

Na sua intervenção, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, começou por referir o “especial gosto” que sentia por estar nesta Sessão, lembrando que se encontrava em representação do chefe do governo açoriano.

Este governante sublinhou que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” 2018 é um momento marcante para o Clube Naval da Horta e para os Açores e um evento notável com 30 Anos de existência, cuja continuidade se deve ao sucesso e interesse suscitado”. E prosseguiu: “A edição deste ano tem um simbolismo acrescido na missão de unir os Açores e os Açorianos. Saúdo a senhora Presidente da ALRAA pelo desafio lançado em boa hora – que eu desconhecia – e o facto de o CNH o ter sabido agarrar.

O mar faz estrada, sobretudo no Triângulo, e sendo continuidade do território, é motivo de união. Por isso, o Governo volta a dizer presente e apoia a Regata da Autonomia, que sendo um dos maiores patrimónios da Região, cabe a todos nós cimentar e preservar”.

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João Ponte enalteceu o trabalho do CNH na divulgação dos Açores

Para João Ponte, “o mar dos Açores não é apenas uma fonte de riqueza e potencial, constituindo, também, um local de lazer, de que é exemplo esta Regata”.

Por tudo isto, dirigiu palavras de “apreço e reconhecimento” ao CNH pelo trabalho levado a cabo em conjunto com os seus parceiros. E rematou desejando “uma boa prova a todos os velejadores, nos quais sobrevive o espírito marinheiro dos nossos antepassados”.

Ana Luís lança novo desafio

Fazendo jus à maxima de que os primeiros são os últimos, a Presidente da Casa da Autonomia – sedeada na ilha do Faial – endereçou um cumprimento “muito especial” ao CNH, seus associados e colaboradores e a todos aqueles que participam neste singular evento náutico.

Ana Luís memorou que a Atlantis Cup não assumiu o cognome de Regata da Autonomia desde o início, e, que, “esta Regata não é somente um evento desportivo, representando um marco na união e hospitalidade que caracteriza a Região, além de ser um contributo na divulgação dos Açores”.

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A Presidente da ALRAA gostava que os velejadores sensibilizassem as pessoas para evitar a poluição no mar

Para esta figura política, a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” representa “o papel fundamental que a Cidade da Horta tem na centralidade oceânica, constituindo o símbolo da nossa Autonomia na construção de pontes entre estas 9 ilhas”.

Ana Luís referiu que “mais importante do que lançar desafios” – o que aconteceu por sua autoria em 2013 – “é saber vencê-los”.

Todo este trajecto foi pensado em 2013, ano em que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” completou 25 Anos de realizações, englobando 2016 (em que se assinalaram os 40 Anos da Autonomia), encontrando-nos agora (em 2018) na última etapa, com a concretização do objectivo de tocar todas as parcelas do Arquipélago.

“O desígnio de passar por todas as Ilhas ficará na História Autonómica e cimentou a Vela de Cruzeiro no panorama nacional”, frisou.

A Presidente da ALRAA revelou que recebeu contactos de diferentes Presidentes de Câmara a felicitar pela iniciativa de esta Regata tocar todas as Ilhas. E uma vez que o seu primeiro desafio foi agarrado e posto em marcha, aproveitou para lançar outro, mas “mais fácil”: “que utilizem esta Regata como forma de proteger o mar dos Açores, evitando a poluição”. O objectivo passa por pedir aos velejadores que dêem o seu contributo na valorização do mar, tomando consciência do uso responsável dos recursos existentes. Na prática, o que se pretende é que os participantes sensibilizem as pessoas para a realidade da contaminação dos plásticos nos oceanos e para a necessidade de todos assumirem a sua quota de responsabilidade, evitando que o ecossistema se degrade e permitindo que a Mãe Terra possa continuar a ser um lugar aprazível.

Ana Luís acredita que “pequenos gestos atingem resultados grandiosos”. E concluiu: “É de coragem e resiliência que se faz a história dos Açores. É deste material que também é feita a génese dos velejadores açorianos”.

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“Atlantis Cup - Regata da Autonomia”: o símbolo da união entre todos os Açorianos

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