Canoagem do CNH – Reunião de preparação da nova época

Hugo Parra, Treinador de Competição; David Mila, Treinador de Iniciação; Susana Rosa, Directora da Secção de Canoagem; e José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH

Com o objectivo de preparar a nova temporada, a Secção de Canogem do Clube Naval da Horta (CNH), marcou uma reunião, que decorreu na noite desta sexta-feira, dia 3 do corrente, no Centro de Formação de Desportistas Náuticos.

Pais, canoístas, treinadores e dirigentes dialogaram com o objectivo de apresentar sugestões, contributos, necessidades e objectivos para a época de 2017/2018.

O Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, referiu a pertinência de, no mais curto espaço de tempo, ser feito o levantamento das necessidades bem como o planeamento das actividades no sentido de as mesmas poderem integrar o Plano e Orçamento para o próximo ano, o qual será apresentado à discussão no início do mês de Dezembro.

Este Dirigente salienta a importância destas reuniões e sublinha: “Não podemos sentar-nos a delinear planos sem conversar com os pais, os treinadores e todos aqueles que estão envolvidos nesta modalidade”.

reuniao canoagem 1 2017

Sem o envolvimento de Pais e Atletas não é possível delinear estratégias de acção

José Decq Mota realça “a capacidade organizativa e financeira do Clube Naval da Horta no actual quadro”, que se traduz “por dificuldades estruturais (exiguidade e degradação das instalações) e orçamento restritivo (cortes nos apoios)”. E são estas condicionantes que levam a que o Presidente da Direcção diga que o volume de execução poderia ser maior. “O que fazemos está aquém daquilo que sentimos que poderia ser uma realidade, pois, se tivessemos mais meios, garantidamente poderíamos fazer mais”.

Receitas próprias, contratos e subsídios compõem o Orçamento desta casa, que, nos últimos anos tem feito o mesmo ou mais com cada vez menos. “Estou nestas funções desde finais de 2012 e posso afirmar que tem sido bastante difícil manter o nível dos apoios. A tendência é para diminuir. Como tal, não tem sido nada fácil resistir”, frisa este Dirigente.

E para que não restem dúvidas no que a instalações diz respeito, o Presidente recorda que, “no início de 2013, a Direcção do Clube foi avisada de que as obras seriam iniciadas ainda nesse ano, situação que não se concretizou apesar do projecto ter sido concluído e de o concurso público ter sido preparado, embora não realizado”.

José Decq Mota não tem dúvidas de que “se houvesse vontade por parte das entidades públicas, este projecto já poderia estar executado”. Contudo, tarda em sair do papel.

Balanço e necessidades

O Treinador de Competição, Hugo Parra, foi convidado a fazer o balanço da época passada, tendo começado por afirmar que “a Secção de Canoagem está a evoluir”. E revela: “Estamos a formar uma Escola destinada aos mais pequenos, o que nos permite avaliar a evolução e perceber quem é que poderá ingressar na Competição”.

Este Técnico apontou as várias limitações que existem em termos de material, que é antigo, desadequado e em número reduzido, vincando que o exemplo em termos de topo de gama é o surfski, tal como foi constatado in loco no Regional, que decorreu na ilha Terceira.

Necessidade de um espaço para treinar em terra durante o Inverno e de os canoístas continuarem a frequentar o ginásio, foram outras das situações apontadas nesta reunião.

Em cima da mesa também estiveram questões relacionadas com horários, treinos e condições necessárias para a realização dos mesmos.

O Presidente chamou a atenção para o escrupuloso cumprimento dos procedimentos de segurança, “área em que o CNH tem sido sempre apontado como um exemplo de referência”.

David Mila, Treinador de Iniciação, reforçou as necessidades, ao mesmo tempo que propôs que seja feito um investimento em kayak’s de 2ª mão, “o que os torna bastante mais acessíveis e capazes de satisfazer o plano de treinos”.

A propósito de investimento, José Decq Mota lembrou que “até 2008/2009 havia programas governamentais de apetrechamento de material para os clubes, os quais desapareceram”. Assim sendo, “a renovação será feita de forma faseada”.

“Embora esta seja uma Secção que luta com dificuldades, a verdade é que ganhou estabilidade e progresso desportivo”, frisa este Dirigente, que define o CNH como “um Clube multifacetado”. “E é isso que temos de pontenciar”, acentua.

O aspecto representativo e identificativo de cada Secção foi igualmente abordado, mediante o uso de uma t-shirt alusiva a cada modalidade, sempre que os atletas do CNH saiam da ilha para a realização de provas. “Trata-se de um investimento lógico, importante e necessário para os atletas e para a imagem do Clube”, sublinha este Responsável.

Prova de Natal

A rematar, a Directora da Secção, Susana Rosa, anunciou que a Prova de Natal da Canoagem será no dia 9 de Dezembro, advertindo que o Clube oferece o Lanche Natalício. E acrescentou que foi convidado o Clube Naval de São Roque do Pico. Pegando nesse aspecto, José Decq Mota enfatizou que esta Direcção se tem pautado pela “contínua abertura a outros Clubes nas diversas modalidades, prática que beneficia tanto os anfitriões como os convidados”.

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