“Conhecer os Nossos Atletas” - Miguel Pires: “A Canoagem permite-me estar no mar, onde me sinto bem”

A Canoagem ganhou ao ‘Windsurf’

Foi por vontade própria e com um empurrão dado pela divulgação e sensibilização que o Clube Naval da Horta (CNH) faz nas Escolas (Básica Integrada e Secundária da Horta) no início de cada ano lectivo, que Miguel Pires decidiu enveredar pela Canoagem.

No entanto, este adolescente confessa que a determinação de um amigo (velejador do CNH) em praticar Canoagem, também pesou quando a indecisão pairava entre esta modalidade e o ‘Windsurf’. Esse incentivo e companhia criaram em Miguel um “grande gosto pela Canoagem”, onde “o mais difícil foi ganhar estabilidade”. Ultrapassada essa fase, “tornou-se interessante e fixe” e o problema de revirar ficou afastado, mas constitui uma boa memória. “No início revirávamos e ríamo-nos disso”.

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“No início revirávamos e ríamo-nos disso” 

Este canoísta gosta do Treinador, Hugo Parra, e do grupo, destacando os amigos Pedro Costa e Gustavo Rodrigues, que são colegas de turma. Este ano (2018) o Gonçalo Rosa (que não é da mesma turma) também entrou para a Secção de Canoagem do CNH, assim como o Jerónimo Remédios, e são todos amigos, o que gera maior confiança neste canoísta.

“Eu e o Pedro Costa estamos quase ao mesmo nível”, salienta Miguel Pires, enaltecendo o desempenho do amigo.

Ainda sobre Hugo Parra, diz: “O Treinador é bom e puxa por nós. O David Mila (Iniciação) também é bom Treinador e a Directora é acessível”.

“Precisamos de caiaques novos para evoluir”

Miguel gosta da Canoagem por que se diverte, pode estar com alguns amigos, sendo um meio onde consegue fazer novas amizades e lhe permite conviver e conversar. Mas levando a modalidade a sério, a palavra de ordem é evoluir e, para isso, considera que tanto ele como os companheiros canoístas precisam de caiaques novos, pois, “o actual material está muito cansado”.

Tendo em conta que se trata de um investimento avultado para o Clube, atendendo ao número de praticantes e à redução dos apoios existentes, Miguel avança que o pai mostrou disponibilidade em adquirir um ‘surfski’, o que vem no seguimento do que já acontece neste momento com um outro canoísta, que decidiu investir por conta própria. Aliás, esse é o modelo em voga no Continente português, onde cada atleta é que investe na aquisição e manutenção do material necessário à modalidade que pratica. Relativamente ao equipamento, no CNH fica à conta do atleta, que compra o que mais aprecia em termos de conforto.

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Os amigos são uma componente fundamental na Canoagem

Este canoísta sente-se apoiado pela família e a companhia do pai, também como praticante, poderá ser uma realidade a breve trecho. “Estou a convencê-lo e se ele viesse comigo, tornava-se mais engraçado.

Também já convidei alguns amigos e um já garantiu a sua presença.

É muito interessante quando os canoístas do Pico vêm ao Faial, pois dá para ver o nível deles e torna as provas mas desafiantes.

Seria bom haver mais atletas no meu escalão – Infantis Masculinos: 4 – permitindo maior competição”.

Canoagem é a rainha no meio dos outros desportos

Apesar do gosto que nutre pela Canoagem, levando a melhor, por exemplo, em relação ao Ciclismo, este jovem confessa que o frio reduz a vontade de entrar na água, preferindo o Verão e o bom tempo.

“Faço parte do Clube de Ciclismo da Feteira mas prefiro a Canoagem por ser mais interessante. Além disso, sempre gostei de estar no mar e de mergulhar.

Também pratico karaté, sendo certo que nem sempre consigo ir aos treinos”.

O “Cuca” – ‘bulldog’ francês – faz igualmente parte do programa do nosso atleta, indo os dois passear.

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Miguel Pires gostava de poder contar com a companhia do pai como canoísta, no CNH

A juntar ao conjunto, Miguel recorda que também já tocou guitarra no Conservatório da Horta, durante cerca de 5 anos. Porém, o elevado número de alunos dificultou a continuidade das aulas. “Tenho sempre o meu violão e quando me apetece, toco.

Gostava muito de andar em patins, o que acontecia em casa e na Escola. E eu era bom nisto. Em Educação Física podia ter tido esta modalidade, mas a inexistência de um clube na ilha fez com que não tenha havido evolução”.

Conciliar tudo isto com as aulas tem sido possível até agora, refere Miguel Pires, que encontra na Matemática e na Geografia as suas disciplinas preferidas. O futuro, revela, poderá passar por Gestão de Empresas.

 “Gostava de ir ao Regional”

Miguel Pires ainda só consegue falar das Provas Locais – onde já alcançou “bons resultados” – uma vez que começou a praticar Canoagem em Novembro de 2017.

Ainda assim, já tem a ambição de ir ao Campeonato Regional de Canoagem, que se realiza em Julho próximo, na ilha Terceira.

Este canoísta sabe e sente que “a Canoagem cansa”, mas sustenta que “vale a pena”.

Vê nos mais velhos um exemplo e uma motivação para ir mais além. “O José Gomes puxa por mim. Vou ao lado dele para evoluir. Ele começa a dizer “bora, bora” e incentiva-me a não parar”.

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O bom desempenho de Miguel Pires nas Provas Locais poderá levá-lo ao Regional

Miguel: fazes da Canoagem a tua modalidade de eleição, trabalhando e investindo na evolução. Mais do que um desporto, a Canoagem é, para ti, um espaço para conviver e fazer amizades, permitindo que estejas num ambiente que dominas e gostas: o mar. Estão reunidos os factores que te poderão levar a outros patamares no percurso natural de quem se dedica e investe.

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