Entrevista a Inês Mateus: Vice-Campeã Nacional de Juvenis 2014

ines mateus

Inês Mateus, Vice-Campeã Nacional de Juvenis 2014 e os treinadores, Gonçalo Boto e Pedro Bolina
Foto: Ana Borba

Chama-se Inês Mateus e tem 14 anos de idade. Participa através do Clube de Vela do Barreiro, onde é a única rapariga entre os oito velejadores do grupo.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Como começou o teu percurso na Vela?
Inês Mateus: Comecei na Vela aos 8 anos, em Sesimbra. O meu pai também praticou Vela, por gosto, nunca chegou a fazer competição.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: O que gostas mais na Vela?
Inês Mateus: Gosto de estar na água. Não tenho algo específico que goste mais, gosto de tudo.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Estar sozinha na água e depender de ti, o que significa para ti?
Inês Mateus: É um bocado difícil, porque temos que tomar as decisões todas sozinhos. Acho que as pessoas na Vela são sempre mais crescidas, que os outros jovens. Podemos tomar as nossas decisões sozinhos desde que entramos para a Vela.
Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: O que a Vela mudou na tua vida?
Inês Mateus: Quando entrei na Vela fiz mais amigos, ajudou-me a crescer. Na escola, ajudou-se a ficar mais concentrada, porque é preciso muita concentração quando estamos na água e ajuda-me bastante.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Portanto, conciliaste bem a Vela com a escola?
Inês Mateus: Às vezes não é fácil, porque aos fins-de-semana não consigo estudar muito, tenho os treinos. Mas sim, vou conseguindo conciliar as duas coisas.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Praticas algum outro desporto?
Inês Mateus: Sim, faço dança Jazz na minha escola, nas horas de almoço.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Que títulos é que já venceste na Vela?
Inês Mateus: Fiquei em 2º no Nacional de 2014 e em 22º no Europeu de 2014. Já ganhei lugares no pódio quando era mais pequena e em infantis também, em regatas menos importantes.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Que objetivos é que te propuseste a atingir para este Nacional?
Inês Mateus: Quero dar o meu melhor, para não sentir pressão. Quero ir para a água todos os dias e concentrar-me, para conseguir fazer o meu melhor.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Já tiveste a oportunidade de testar o Campo de Regata. É muito diferente do que estás habituada?
Inês Mateus: É muito diferente do Barreiro, mas é mais parecido com Sesimbra, onde eu andei muitos anos. Há lá muitos saltos, como aqui, e já estou mais ou menos habituada. Já estive cá no Faial duas vezes com a Vela, portanto já conhecia as condições.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Gostaste de cá vir?
Inês Mateus: Gostei. Foram duas vindas mais relaxadas. Mas agora temos que estar mais concentrados e não há margem para muitas brincadeiras.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Pontos positivos de participar num Nacional?
Inês Mateus: Damo-nos com pessoas de todo o país, é giro porque voltamos a ver amigos que já não víamos há muito tempo e que conhecemos noutras regatas. Acho que a Vela tem um bom ambiente.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Vês a Vela como uma carreira na tua vida?
Inês Mateus: Eu queria, mas é um bocado difícil para conciliar com a escola. Sei que há muitos velejadores que quando vão para a faculdade têm a necessidade de parar. Mas se houvesse a oportunidade, gostava.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Gostas de velejar cá no Faial?
Inês Mateus: Gosto, tem uma bela paisagem e tem bom vento.

Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quanto aos treinadores, prognósticos?
Gonçalo Boto: Falando diretamente da Inês, insiste-se muito nas pressões, mas o grupo do Barreiro está livre disso. Eles estão concentrados em dar o seu melhor, sabem o que valem. No ano passado, a Inês foi Vice-Campeã nacional, foi 22ª do Campeonato da Europa. Este ano, nas provas de apuramento, venceu as regatas todas em femininos. A Inês livra-se facilmente da pressão, sabe o que vale e o que nós lhe pedimos vai direto aos objetivos dela. Seja o que for, vai dar o melhor dela, tem é que estar concentrada. Há todo um trabalho por trás, como é óbvio. Costumamos dizer que agora já não há nada a fazer, o trabalho está feito.
Em relação ao Faial, a Inês já cá tinha vindo. É a sua terceira vinda. As condições, sendo ou não as ideais para a Inês, o que houver é o que ela terá para trabalhar e dar o seu melhor. A nossa preocupação é que tanto a Inês como o resto da equipa estejam na sua melhor fase.

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