Tomás Oliveira, nadador do Clube Naval da Horta: “Gostava de representar a Selecção Açoriana nos Jogos das Ilhas e a Selecção Nacional nos Jogos Olímpicos”

Foi com grande simpatia e espontaneidade que Tomás Oliveira acedeu partilhar com o Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) o seu percurso de atleta nesta casa. O à vontade com que falou dos seus objectivos e do futuro, deixam antever uma carreira promissora para alguém que, com 12 anos, já revela grande maturidade. Trabalho, persistência, método e muita vontade: ingredientes que só podem ser sinal de excelentes resultados.

Tem apenas 12 anos, mas já pratica Natação há 9. Chama-se Tomás Oliveira e é atleta do Clube Naval da Horta (CNH), não só nesta modalidade como também na Vela Ligeira (Classe Optimist). Além disso, ainda faz “um bocadinho” de Ciclismo e, garante, que consegue conciliar tudo isto com as actividades lectivas.



Questionado sobre a razão que o levou a iniciar a Natação aos 3 anos de idade, Tomás Oliveira explica que foi devido a problemas respiratórios. No entanto, o gosto por esta modalidade levou-o a continuar este desporto e a treinar intensamente sendo, por isso, “um excelente nadador, aplicado, com evolução nítida e muito cumpridor”, como atesta a Directora da Secção de Natação do CNH, Olga Marques.

Este pequeno grande atleta refere que sente “orgulho” quando faz Natação, treinando 1 hora e 30 minutos 5 dias por semana.

Instado a pronunciar-se sobre o futuro, Tomás Oliveira responde que quando chegar ao Secundário, “provavelmente” terá de optar pela Natação.

Sublinha que gostava de ser “nadador profissional” tendo como sonho “representar a Selecção Açoriana nos Jogos das Ilhas e a Selecção Nacional nos Jogos Olímpicos”.

Em termos profissionais, pensar vir a ser engenheiro naval, tendo sempre o mar por inspiração.

Quanto à forma como olha para os colegas, refere que costuma “incentivá-los para que atinjam os seus objectivos”, deixando-lhes “frases de apoio”. Quando as provas correm menos bem, lembra-os sempre que “da próxima vai ser melhor”.

No que diz respeito à Competição, admite que “há poucos atletas no Clube” e lembra que “até há bem pouco tempo existiam muitos mais nadadores nesta situação”.


Tomás Oliveira: “Quando faço Natação, sinto orgulho”

Quando o assunto é treinadores, deixa a seguinte mensagem: “Gosto muito dos meus treinadores, porque são exigentes, ensinam várias técnicas nos diferentes estilos e ajudam a desenvolver a nossa técnica”. Para ele, o melhor até hoje foi o professor Lúcio Rodrigues, porque aprecia “o nível de exigência dele e o que ele ensina”. De realçar que foi este Técnico quem sempre acompanhou este atleta, daí se ter criado esta relação de confiança e amizade.

No ranking dos preferidos, segue-se o Treinador Hélder Gandarez que, apesar de ser recente no CNH, já está a marcar pontos, precisamente por ser “um dos mais exigentes”.

“Gosto sempre de melhorar os meus tempos e de conseguir os mínimos no estilo de Bruços que é o que exige mais técnica e aquele em que tenho mais dificuldades”, realça Tomás Oliveira, que em contraponto indica o Mariposa como sendo o estilo em que tem melhor desempenho.

Na base do sucesso deste nadador está, sem dúvida, a sua persistência e trabalho constante, a motivação e a exigência dos Treinadores, o suporte dado pelo Clube Naval da Horta e o apoio incondicional dos pais, de quem recebe grande estímulo e compreensão.

Instado a pronunciar-se sobre o Clube que representa, esta jovem promessa frisa: “O Clube Naval da Horta tem tudo o que é preciso para fazer grandes nadadores”.


“Gosto muito dos meus treinadores, porque são exigentes”

Fotografias de: Cristina Silveira