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CNH apoia Travessia Terceira/Faial em Caiaque no Centenário do “Peter Café Sport”

Grupo da Terceira remou 65 milhas náuticas para vir ao Faial dar os Parabéns ao “Peter Café Sport”

Quando o “Peter Café Sport” comemorou as suas Bodas de Brilhante (75 anos) em 1993, um grupo da Terceira decidiu fazer a Travessia em Caiaque até ao Faial. Volvidos 25 anos, e no decorrer das comemorações do Centenário (1918/2018), a proeza foi repetida.

A Travessia que ligou as ilhas Terceira e Faial decorreu ao longo de três dias (sexta, sábado e domingo: 20, 21 e 22 do corrente), tendo sido percorridas 65 milhas náuticas (122 quilómetros) em 20 horas.

Em declarações ao Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) – instituição que apoiou esta iniciativa – Eliseu Reis, Responsável pelo evento, explica que “inicialmente a Travessia estave marcada para os dias 19, 20 e 21, mas as desfavoráveis condições atmosféricas registadas quinta-feira, dia 19 (muito vento e mar alteroso), levaram a Organização a adiar o seu início para o dia seguinte”. E a decisão foi assertiva, atendendo a que o tempo se revelou bem mais agradável.

A realização deste desafio partiu de um grupo de amigos que desde há 2 anos amadurece a ideia de se associar às Comemorações dos 100 Anos do mais emblemático e conhecido Café do Mundo para Marinheiros: o “Peter”, na Ilha do Faial.

“Este grupo – explica o canoísta Eliseu Reis – há muitos anos que treina 2/3 vezes por semana ao longo de todo o ano, mas quando se percebeu que estavam reunidas todas as condições para a Travessia em Caiaque até ao Faial, os treinos intensificaram-se. Fizemos uns treinos mais longos, entre 2 a 3 horas e ligámos as cidades de Angra e Praia (ida e volta) o que perfaz 45 quilómetros”.

João Fragueiro foi o único atleta que fez esta Travessia em 1993 e novamente agora em 2018. Depois de ter encostado os remos ao longo de 20 anos, recomeçou este desporto propositadamente para fazer a Travessia evocativa de um século de existência do “Peter Café Sport”, o que o obrigou a alguns meses de treino.

Fernando Soares pretendia, também, repetir o feito 25 anos depois, mas motivos de ordem pessoal impediram-no de concretizar o intento.

Marco Escobar é o responsável pelo apoio nestas duas Travessias históricas.

A Travessia de 2018 foi organizada pelo Clube Náutico de Angra do Heroísmo – onde Eliseu Reis é Treinador – e pela Associação Regional de Canoagem dos Açores (ARCA), sendo este canoísta um dos membros da Direcção. Eliseu Reis, atleta de competição, é um veterano da Canoagem na ilha Terceira e nos Açores, sendo praticante da modalidade há 25 anos, onde tem alcançado vários títulos. É, pois, com naturalidade que integra o elenco directivo da ARCA, cujo Presidente, o professor Antas de Barras, se prepara para passar o testemunho.

Travessia de grupo em 5 etapas

A Travessia Terceira/Faial em Caiaque foi realizada ao longo de 5 etapas e de forma conjunta. “Houve sempre uma grande preocupação de todos no sentido de que fosse feita em grupo”, salienta o Responsável pelo evento.

Eliseu Reis, André Avelar, Tomé Gonçalves, Bruno Aguiar, André Almeida, André Neto, Paulo Barcelos, João Paulo Rocha e João Fragueiro, são os 10 atletas que concretizaram este desafio.

A 1ª etapa ligou as Cinco Ribeiras (na Terceira) ao Tôpo (em São Jorge), o que representou 40 quilómetros, feitos em 6 horas.

A 2ª etapa decorreu entre o Tôpo e a Calheta (ilha de São Jorge), uma distância de 24 quilómetros que foram percorridos em 4 horas.

A 3ª etapa teve início na Calheta de São Jorge e terminou em São Roque do Pico, um percurso de 28 quilómetros, remados em 4 horas e meia.

A 4ª etapa uniu São Roque à Madalena, na ilha do Pico, o que significou 21 quilómetros e cerca de 4 horas de mar.

A 5ª e última etapa, a mais curta de todas, foi feita no Canal Pico/Faial, tendo largado da Madalena até à Horta, uma distância de 8,5 quilómetros, percorridos numa hora e 20 minutos.

“Naturalmente que o cansaço era mais notório no fim da 4ª etapa e que a 5ª foi a mais fácil atendendo à motivação de todos em chegar ao destino traçado”, refere Eliseu Reis.

Patrocinadores/apoio 

Na Terceira, o evento contou com o apoio da Marinha Portuguesa, Portos dos Açores, S.A., Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Rádio Clube de Angra e empresa de suplementos desportivos “Airon Store Azores”.

Em São Jorge, deram a su colabração a Junta de Freguesia do Tôpo e a Associação de Bombeiros da Calheta.

No Pico, Câmara Municipal e Bombeiros de São Roque e Município da Madalena patrocinaram esta Travessia que, no Faial, foi apoiada pelo “Peter Café Sport”, Clube Naval da Horta, Serviço de Desporto da Ilha do Faial e Câmara Municipal.

No que diz respeito aos barcos de apoio – todos da Terceira – refira-se o veleiro “Peer Gynt”, o barco cabinado “Senhor dos Navegantes” e o semi-rígido “Cipri”, da empresa “Deep Blue”.

Eliseu Reis agradece a todos os patrocinadores que, mediante a sua colaboração, tornaram possível esta Travessia, mas dirige-se especialmente ao “Peter”.

A maioria dos elementos do grupo parte do Faial esta segunda-feira, dia 23, rumo à Terceira, nos barcos de apoio.

“Muito bem recebidos na Horta”

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José Henrique Azevedo, o 1º da esquerda para a direita, congratula-se com a repetição da iniciativa, que o deixa “muito agradado” 

trav terceira faial caiaque cent peter 3 2018

Foram 10 os atletas que realizaram a Travessia Terceira/Faial em Caiaque 2018. João Fragueiro é o único que repetiu o percurso de há 25 anos.

Fotografias cedidas por: Eliseu Reis 

Eliseu Reis salienta que “a equipa está muito satisfeita” e o facto de ter sido “sempre bem recebida” em todas as ilhas envolvidas na Travessia. Contudo, ressalta a “belíssima recepção” na Horta, também organizada pelo Clube Naval da Horta, instituição responsável por toda a logística em terra.

Este Responsável refere que José Henrique Azevedo, proprietário do “Peter Café Sport” manifestou “grande satisfação e apreço” por esta manifestação, tendo agradecido o interesse demonstrado e recordado o feito de há 25 anos, também propositadamente organizado para assinalar os 75 anos do Café.

Questionado sobre o que levou gente da Terceira, vocacionada para touradas, a organizar e desenvolver este evento náutico, o Responsável responde: “Foi mesmo por ser a terra dos homens do mar. O Faial é todo virado para o mar e fomos especialmente bem recebidos aqui”.

Resta esperar que daqui a 25 anos – lá para 2043 – novamente um grupo da Terceira se lembre de organizar outra travessia e que o “Peter Café Sport” seja cada vez mais um símbolo da hospitalidade faialense projectada no Mundo.

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