Paulo Curado, Presidente da AMHS, fala do gosto que sente por estar envolvido na tradição baleeira

Nasceu na Figueira da Foz, no Continente português, e emigrou para os Estado Unidos da América (EUA) quando tinha 8 anos de idade. Em Portugal, apenas completou a 1ª Classe mas por insistência dos pais, além da escola regular americana, também frequentou a portuguesa. E isso valeu-lhe o domínio perfeito de duas línguas, tendo feito questão de iniciar o filho no mesmo percurso.

Trata-se de Paulo Curado, que desde Janeiro último assumiu os destinos da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford, e que se encontra no Faial a participar na X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que se realiza nos dias 05 e 07 (sexta e domingo), do corrente, no Faial e Pico.

O Programa inclui uma vasta componente social e cultural, tendo arrancado no dia 03 deste mês (quarta-feira), dia em que a comitiva americana chegou ao Faial, encerrando esta segunda-feira, dia 08, na ilha do Pico.

Foi com boa disposição e grande à vontade, que o Presidente da Direcção da AMHS aceitou o convite do Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) – clube anfitrião e organizador desta iniciativa no Faial – para partilhar com todos nós o seu percurso na Associação, a sua ligação a esta tradição baleeira, desvendando um pouco dos projectos que aí vêm.

“Esta visita ao porto do Comprido abriu muito os olhos de todos para a saga baleeira”

“O grupo é composto por 28 pessoas de diferentes idades e temos muita gente que vem pela primeira vez ao Faial, ao Pico e aos Açores. Nem todos são portugueses e, por isso, também, não dominam a língua de Camões. Mas a verdade é que devagarinho já começaram a aprender português e demonstram muita vontade de saber. Aliás, essa foi uma preocupação que partilharam comigo mas eu tranquilizei-os, dizendo que a maior parte das pessoas aqui fala inglês.

Quando chegámos, todos se sentiram à vontade e dizem que isto é uma maravilha.

Nenhum de nós conhecia o porto do Comprido, que o sr. Presidente do Clube Naval da Horta fez questão de nos mostrar pessoalmente, na quinta-feira. Aliás, para quase todos, este foi o primeiro contacto com uma estação baleeira. Gostámos muito! Conhecer a cultura baleeira ao vivo e a cores é totalmente diferente! Esta visita ao porto do Comprido abriu muito os olhos de todos para a saga baleeira. Os filmes que víamos nos EUA sobre a caça à baleia não têm nada a ver com isto aqui.

Até o meu filho ficou estupefacto com o que viu, quarta-feira, na Fábrica da Baleia, em Porto Pim. Não fazia ideia de como isto era trabalhoso e difícil. Além de perigoso, claro! 

Cada vez mais pessoas estão a tomar contacto com o Património Baleeiro, mesmo estrangeiros, como acontece na nossa Associação.

Todos os que tinham vontade de vir, vieram. A AMHS custeou parte das despesas e todos, mas todos, dizem que valeu muito a pena terem vindo. Uma das raparigas da comitiva confessou-me mesmo antes de embarcar: “Não me importo se tiver de perder o meu trabalho para ir, porque vou mesmo”. Ela é enfermeira num hospital.

A maior parte vem por uma semana mas sei que se trata de uma experiência única e inesquecível e eu tenho a sorte de esta já ser a segunda vez que venho. E, sinceramente, gostava de continuar a vir. O meu filho está a adorar este sítio.

A viagem ao Faial e Pico este ano será só uma semana, porque no meu caso temos de ir a São Miguel visitar a família da minha mulher e depois iremos para o Continente, onde também tenho família e já não vou lá desde 2013. Tenho um apartarmento e só lá estive uma vez. Mas da próxima vez quero ficar mais tempo no Faial e conhecer outras ilhas.

É muito importante manter estas regatas

Nasci na Figueira da Foz, onde não há tradição baleeira, mas adoro água. Em 2013 fui convidado por um amigo para andar à Vela e assim aconteceu a minha entrada na AMHS. Na primeira reunião em que participei foi dito que precisavam de alguém para levar um bote para uma prova perto de Boston e eu ofereci-me. Depois, era necessário mais uma pessoa para remar e eu alistei-me. Foi a minha estreia! Nunca tinha remado num barco destes mas ganhei o gosto e nunca mais parei.

Vim pela primeira vez aos Açores – Faial e Pico – há 4 anos na equipa de Remo e Vela. Mas este ano só estou no Remo.

Posso dizer que desta vez estamos mais bem preparados do que da última. Temos treinado mais e levado isto mais a sério. As mulheres sempre levaram isto muito a sério e começámos a pensar que tínhamos de fazer o mesmo para não ficar atrás. Elas treinam de manhã, antes de ir para o trabalho. E sei disso, porque colocam sempre fotos no ‘Facebook’ com o sol a crescer. São muito dedicadas e não é só nos Botes. É em tudo!

Considero que é muito importante manter estas regatas, porque permitem o conhecimento de novas pessoas – que nunca iríamos conhecer de outra maneira – a criação de ligações e amizades e, acima de tudo, manter viva esta tradição muito significativa.  Os amigos que fazemos nos Botes são para toda a vida!

Conheço o Faial, o Pico e São Miguel, atendendo a que os pais da minha mulher são desta última ilha. Mas gostava muito de conhecer as 9 ilhas e já percebi que todas são diferentes.  Destas três, a que mais gosto é do Faial. É a mais linda. A minha mulher também gosta.

A última vez que estive cá, dizia sempre nos primeiros dias: “Isto não parece verdadeiro! É tudo tão verde. E a água tão azul!”

Eu partilhei sempre esta ideia com o meu filho e ele veio desta vez e está a adorar! Ele já começou a interessar-se pelos botes e gosta de Vela. Se calhar para o ano vai começar a velejar.

Penso continuar

paulo curado 2 2019

“Também gostávamos de ter mais um bote”

O meu mandato acaba em Janeiro de 2020 e posso ser Presidente durante 3 anos consecutivos.

No último ano da Direcção presidida pela Sara Quintal – que foi Presidente ao longo de 3 anos – ocupei o cargo de Vice-Presidente e na sequência disso fui eleito Presidente. Todos os 15 elementos da minha equipa foram votados. Gosto de trabalhar com todos eles.

Sei que o mentor deste projecto muito especial foi o João Cardoso Pinheiro, que esteve durante muitos anos envolvido e continua apesar de ter manifestado vontade de ficar mais afastado para começarmos a ganhar mais experiência. Ele agora quer ver-nos remar! Falamos de vez em quando e ele está sempre presente mas na rectaguarda. Sempre que temos uma ideia nova, pedimos-lhe opinião. Funciona como uma espécie de conselheiro. Aliás, todos os ex-presidentes da AMHS integram um Grupo de Conselheiros. E nós gostamos dessa presença e colaboração, pois ficamos mais descansados e também não queremos ofender quem começou e muito tem trabalhado.

Gostávamos de angariar mais Sócios, que desde há alguns anos começaram a pagar quota. Estamos a falar de 30 dólares por ano e quem quiser usar os barcos paga mais 30.

Temos em mente criar um projecto educacional/pedagógico para podermos fazer uma candidatura e obter apoios. Sempre houve a intenção de termos uma escola para começar a formar pessoas e agora poderemos avançar para isso.

Também gostavamos de ter mais um bote para que outros possam integrar e conhecer este projecto.

Cada vez mais, a Associação conta com pessoas de diferentes origens: açorianos, portugueses e americanos. Eu sou da Figueira da Foz e o meu Vice-Presidente, o Donald Rei, é de Trás-os-Montes.

Quando uma pessoa está a fazer o que gosta, é mais fácil

A semana passada foi assinado o documento para aquisição do terreno onde vai ser construída a nossa sede. O facto de virem aí obras pode ser visto como um período mais cansativo mas tudo é cansativo e quando uma pessoa está a fazer o que gosta é mais fácil. Penso continuar. Aliás, perante o que aí vem, digo: “Agora é que tem de ser mesmo!” Ainda que não seja como presidente, quero continuar ligado.

A Associação não dispõe de verbas para esta empreitada, o que significa que vamos ter de angariar fundos, fazendo festas e outras iniciativas. Vamos ter uma festa já em Outubro.

Tivemos recentemente uma prova de vinhos e contámos com a participação de açorianos, portugueses mas também americanos. Acho que os americanos já vão compreendendo melhor a tradição baleeira.

Este foi o primeiro ano em que participámos no Dia de Portugal. A cidade que fica junto de nós – Fall River – convidou-nos para irmos com os nossos barcos fazer uma corrida lá e gostaram muito, porque nunca tinham visto. Estamos a despertar um maior interesse por parte de Fall River e não só. Quantas mais pessoas virem os barcos, melhor! Simultaneamente, também recebemos um outro convite do estado perto de nós – Rhode Island, Providence – mas tivemos de declinar por causa de Fall River. Estamos a ser muito solicitados este ano.

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Paulo Curado enaltece a dedicação das mulheres da sua Associação

Agradeço muito ter aprendido português

Quando fui para os Estados Unidos, frequentava a escola americana e depois de um dia inteiro de aulas, ainda tinha de ir para a escola portuguesa, o que se tornava um bocadinho chato para uma criança.

Quando nasceu o meu filho, uma antiga professora minha conversou com minha mãe e manifestou vontade de me ver e quando nos encontrámos, ela disse uma frase que nunca mais me esqueci: “Queres que o teu filho fale português? Então, não fales com ele em português e inglês ao mesmo tempo, porque as crianças ficam confusas”.

Tivemos sorte, porque nesse tempo os meus sogros viviam no primeiro andar e nós no terceiro no mesmo prédio e viamo-nos todos os dias, o que facilitou a aprendizagem do português por parte do meu filho. Ele até tem a pronúncia do Continente e de São Miguel. Quando fomos trabalhar, ele ficou em casa de uma senhora que tomava conta de uma menina que só falava inglês e como ela não percebia inglês era o meu filho, com 2 anos, que traduzia em português para ela.

Hoje, agradeço muito ter aprendido português. E gosto de falar português. Jamais quero perder a minha língua materna e isso não vai acontecer, porque pratico sempre com os meus pais, que só falam português.

Agora, quando os portugueses emigram para os EUA, sobretudo na área em que vivemos, as escolas têm professores que são bilingues: falam português e inglês, o que facilita muito a integração. Não tive essa sorte. Quando emigrei para a América, fui para Philadelphia e lá ninguém falava português. Como fiquei por lá durante um ano, vi-me forçado a aprender inglês”.

Entrevista a Sara Quintal, da AMHS, Organizadora da X Regata Internacional de Botes Baleeiros

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“Gosto muito, muito, muito de saber falar português”

Sara Nunes da Silva Quintal é uma cientista da reestruturação ambiental e um activo membro da Azorean Maritime Heritage Society. Foi Presidente durante 3 anos, pertenceu ao grupo dos Directores e actualmente dirige a Organização da X Regata Internacional de Botes Baleeiros e de outros eventos da Associação, estando directamente envolvida na questão da sede. Após mais de 20 anos de existência, a AMHS vai ter casa própria. A assinatura do documento com vista à aquisição do terreno aconteceu na semana passada e vem abrir um novo capítulo na vida e no entusiasmo desta colectividade e dos seus associados.

Esta americana que fala português, tem profundas raízes nos Açores, atendendo a que a mãe era do Pico (tendo herdado o sobrenome Nunes), o pai do Faial (de onde vem o Silva) e casou com um americano (que mesmo assim tem um apelido bem português).

Sara acabou a sua maratona na Presidência da AMHS em Janeiro deste ano, tendo preparado o seu Vice-Presidente (Paulo Curado) para a substituir, atendendo a que encontrou nele o perfil para o cargo: “Todos gostam dele e tem está ligado a este projecto”. E mesmo fora da Direcção, continua a dar-lhe apoio, como bem se tem notado nesta viagem, sendo a mulher da agenda, dos contactos e das marcações, sempre atenta e disponível.

Por isso, foi preciso esperar que tivesse tudo organizado para podermos sentar-nos a gozar de uma belíssima vista, junto ao Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH, e termos a sua total atenção.

“Sinto-me muito feliz por estar envolvida na Organização de um evento como este num lugar que amo tanto, como é a terra dos meus pais”

“Nasci em New Bedford mas como os meus pais trabalhavam, passei muito tempo com umas tias maternas que nunca casaram. Foi com elas que aprendi português. E gosto muito, muito, muito de saber falar português.

Nunca senti vergonha e entendo que é maravilhoso saber línguas! Sempre gostei de viajar e de aprender mais.

A primeira vez que andei de avião tinha 4 anos e foi precisamente para vir às ilhas. Conheço Faial, Pico, Terceira e São Miguel e quero muito conhecer as outras 5, pois ouço sempre maravilhas.

A minha ligação à AMHS começou através de três primos e um deles, o Luís Pereira, encontra-se neste grupo. O meu gosto pela Vela é do tempo da Universidade, onde aprendi. Mas como trabalhava em Nova Iorque, o que implicava grandes distâncias, durante 8 anos a Vela foi bastante relegada. Só nas férias tinha tempo para essa paixão. Sentia muita falta do mar e há 8 anos regressei a casa (Massachusetts). A prioridade foi dar apoio à família, pois a minha mãe estava doente (veio a falecer) e sempre que podia velejava na Associação. Volvido algum tempo, questionaram-me sobre a hipótese de eu ajudar mais no arranque da equipa feminina de Vela e recebi treino para ser Oficial.

Sinto-me muito feliz por estar envolvida na Organização de um evento como este num lugar que amo tanto, como é a terra dos meus pais. No passado, eu via estas ilhas com uma lente diferente. Agora, já não se trata somente das ilhas dos meus pais mas das ilhas onde tenho grandes amizades. Tornaram-se muito especiais!

sara quintal 2 2019

“Pretendo continuar ligada à Associação mas não de forma tão intensa como até aqui, pois também tenho projectos pessoais que gostaria de concretizar”

Sempre que é preciso, integro a tripulação do bote mas as ocupações de Organizadora deixam-me pouco tempo livre.

Em 2014 e 2015 integrei o Grupo de Directores e em 2016 fui eleita Presidente, o que se manteve ao longo de 3 anos.

O propósito a que mais me tenho dedicado é a sede. Foi necessário encontrar um terreno que satisfizesse as nossas necessidades. Até 2013, funcionávamos num espaço junto ao Museu da Baleia, em New Bedford. Mas com o crescimento deste espaço museológico, tivemos de sair dali e passámos a andar com a casa às costas.

Este terreno que adquirimos é bom e muito bem situado. Fica perto do Museu. Já temos uma primeira versão do projecto. Poderemos estar a falar de uma obra que envolve meio milhão de dólares e uma vez que não temos fundos, para baixar o preço estamos a ver qual o contributo que cada um poderá dar na sua área profissional, atendendo a que somos vários em diferentes sectores. Esta deverá ser uma empreitada para 2 anos.

Pretendo continuar ligada à Associação mas não de forma tão intensa como até aqui, pois também tenho projectos pessoais que gostaria de concretizar.

Dos meus 5 irmãos, sou a única que anda nos Botes. Sou mais ligada à cultura e à comunidade, o que representa outro horário de trabalho mas aqui é tudo por carolice. Sinto-me realizada com o que faço mas também sei que não vai poder ser assim toda a vida. Este ano estou a passar o testemunho. Ser Presidente é muito cansativo e este tipo de organização é muito absorvente.

Novo bote

Também há intenção de avançarmos para a construção de um novo bote, em estilo açoriano, tal como os outros 3. O Mestre Tavares, do Pico, fez reparações mas o “Bela Vista” já tem 22 anos e os outros dois (“Faial” e “Pico”) 20/21.

Se queremos que mais pessoas conheçam a saga baleeira, é preciso mais botes.

Considero que as pessoas que estão envolvidas conhecem a história marítima e a ligação do Faial (Açores) com New Bedford. Foi precisamente com esse objectivo que foi criada esta Associação. E os barcos que usamos explicam muito bem essa epopeia. Os interessados vêem os barcos e ouvem a história e querem vir experimentar para viver a sensação descrita. Essa era uma experiência que muita gente na nossa comunidade não tinha e nós possibilitámos esse primeiro contacto, que muitos quiseram aprofundar. E quando estão no mar, explicamos que não se trata apenas de barcos mas que estas embarcações têm um passado diferente, especial, cheio de significado.

New Bedford é uma cidade que cresceu com muitos açorianos. E a história açoriana é uma grande parte da nossa cidade americana. Tudo está interligado e queremos que todos conheçam este importante legado.

sara quintal 3 2019

“É crucial manter viva a cultura baleeira e consolidar esta relação, que não se resume a velejar ou remar”

Estas viagens e estas regatas ajudam muito a perceber tudo isto! Torna-se muito mais fácil vir ao Faial e ao Pico e tomar contacto com esta realidade, porque aqui podemos ver onde é que as baleias eram caçadas, onde é que o bote era arreado. É possível observar tudo isso mas também beber da cultura dos açorianos, que são tão simpáticos! A comida, os abraços dos amigos novos, são impagáveis! É crucial manter viva a cultura baleeira e consolidar esta relação, que não se resume a velejar ou remar.

A visita que fizemos à Fábrica da Baleia, no Faial – agora remodelada e muito mais apelativa – ajuda-nos muito a entrar naquilo que foi a caça à baleia. Cada vez que venho a estas ilhas do Canal aprendo algo de novo.

A última vez que estive no Faial, soube que havia o barco “Senhora Santana”. E o Lance Lee, que foi o Director responsável pela construção do bote “Bela Vista”, é que encontrou o Mestre João Silveira Tavares e acertaram tudo. Lance Lee explicava que o barco “Senhora Santana” tinha sido a inspiração para o “Bela Vista” ser construído.

Houve um homem que viu o “Senhora Santana” – que era o símbolo desta história – e percebeu que o Bote Baleeiro estava morrendo e como tinha posses, decidiu avançar com a construção de um Bote Baleeiro Açoriano que permitisse a sua continuidade. Isso explica a razão pela qual foi criada a AMHS. Quando o “Bela Vista” estava a ser construído, a nossa fundadora, Dra. Mary Vermette, estava aqui nos Açores, integrada num grupo que tinha vindo do Museu da Baleia de New Bedford visitar os Açores. E foi enquanto decorria a construção do “Bela Vista” que ela teve a ideia de que esse barco iria ser o símbolo que íamos usar em New Bedford, para que as pessoas pudessem ter uma ligação física, podendo ver o barco e usá-lo. E hoje [quinta-feira, dia 04] na visita que o sr. José Decq Mota fez connosco à Casa dos Botes, no Capelo, percebi que a “Senhora Santana” permanece no Faial. Tal como no filme do Indiana Jones, eu hoje percebi o princípio de tudo! De muitas maneiras, o “Senhora Santana” pode ser considerado o princípio de tudo! Da nossa Associação.

O que move esta gente é a amizade

Os elementos do nosso grupo dizem que o Faial é um lugar muito lindo, onde se pode comer muito bem, sendo as pessoas simpáticas.

O que move esta gente é a amizade. Podem velejar com pessoas simpáticas mas amigas. Quando é só uma ou duas pessoas num barco, é facil arranjar desculpas para ir faltando mas tratando-se de uma equipa, esta puxa por nós! E quando há um objectivo motivacional, como é o caso da Regata, ainda mais! E todos querem ganhar!

As mulheres treinam muito. Acho que isso também se explica pelo facto de serem boas organizadoras e excelentes gestoras do seu tempo”.

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