“Conhecer os Nossos Atletas” - Jorge Pires: “Cresci muito com a Vela em termos de mentalidade”

Jorge Krug Pires foi atleta da Secção de Vela do Clube Naval da Horta (CNH) ao longo de 7 anos consecutivos. Em Setembro próximo vai iniciar o seu percurso académico no Porto mas garante que continuará a defender as cores do CNH.

Na Entrevista de hoje, fala do caminho percorrido na Vela, ressaltando o que de mais marcante aconteceu ao longo das várias épocas. Presente estará sempre o Clube, os amigos, a família e o Faial, para onde gostava de regressar.

“Comecei na Vela aos 11 anos, porque fui obrigado pelos meus pais. Na altura fazia também Natação no CNH, tendo iniciado muito novo. Mantive a Natação até aos 12 anos e durante 1 ano pratiquei estes 2 desportos mas como estava cansado da Natação, optei pela Vela, apesar de ter apreciado bastante a Natação.

Gostei muito da Vela quando comecei. Da modalidade em si. Apesar de não ter noções de Vela – nem sequer das Férias Desportivas – não achei muito difícil. Quando comecei, estava sozinho nos Juniores. Tive sorte, pois assim tinha um treinador só para mim. Considero que não é muito fácil aprender mas como prestava muita atenção, aprendi rapidamente. É preciso estar concentrado.

No início, sentia imenso medo do mar e do vento. Antes de vir para a Vela, só andava no semi-rígido do meu pai (6,5 metros), que é muito grande quando comparado com um Optimist. Já estava habituado ao mar mas passar de um barco grande para um Optimist, que é pequenino, não achei graça mas depois fui-me habituando e passei a gostar.

Adorei o primeiro treino, porque estava pouquinho vento e, por isso, foi passear. Mas depois percebi que de vez em quando havia muito vento e muitas ondas. E o barco revirava. E lá ia mas um pouco contrariado.

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Jorge Pires: “A Regata que mais gostei de ganhar foi no Nacional, realizado no Faial”

Em termos de treinadores, a primeira foi a Joana Valério, que só ficou cá 1 ano. Depois, subi para a pré-Competição, em que já havia imensos velejadores: uns 13 ou 14. O Clube Naval da Horta tinha a maior frota da Região. Era Treinador o Pedro Cipriano. Consegui evoluir bastante. Nunca tinha feito Vela no Verão, pois comecei a praticar no Inverno.

Lembro-me bem da primeira regata que ganhei – a Regata do Triângulo – porque foi a última que fiz com o Cipriano, que depois foi para a Terceira.

A Regata que mais gostei de ganhar foi no Nacional, realizado no Faial, na minha segunda época de competição, em que, no último dia, tirei um 6º lugar na Frota de Prata. Como era um Nacional soube-me muito bem, pois éramos mais de 80 velejadores! Até, porque, no Nacional anterior, na minha primeira época, tinha sido 20º classificado e fui ao Nacional e fiquei em último. A evolução que tive no ano a seguir foi muito grande!

Ganhava regatas nos Regionais mas só comecei a ganhar Regionais quando transitei para a Classe Laser. Estive 4 anos em Optimist. Eu era o velejador que nunca ganhava PCR’s [Provas do Campeonato Regional] nos Regionais mas ficava sempre perto do pódio, e ia às regatas ao Continente e corriam-me sempre bem. Comecei a perceber que era nos Nacionais que se evoluía mais.

A Vela é para manter

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Jorge Pires, Tomás Pó, Alexandre Madruga e José Maria Silva, no XXX Campeonato de Portugal de Juniores e Absolutos, que decorreu em Abril deste ano, no Porto

Fiz a Semana do Mar na Classe Radial, atendendo à minha idade, e apesar de ir este ano para o Porto, onde vou estudar Arquitectura, a ideia é manter a Vela. Vou inscrever-me num clube e continuar a representar o CNH. A Vela é para levar a sério até ao ponto que der, porque vou ter de estudar imenso, embora o Curso tenha uma grande componente prática, o que é muito bom!

Desde pequeno que quero ser arquitecto. Nunca saí dessa ideia. Tenho jeito para desenho. Gosto muito de Geometria Descritiva, que se revelou a minha disciplina favorita e está directamente relacionada com aquilo de que preciso.

Gostava imenso de viver no Faial mas não sei o que me reserva o futuro. Para já, o meu foco é ir para a universidade e participar nos Nacionais de Vela. Tenho muitos amigos no Porto e alguns de cá que também vão para lá. Sem dúvida que vou ter saudades de tudo isto mas virei cá de férias.

Se soubesse que tinha de viver da Vela, ia esforçar-me ao máximo 

Recordo-me que o meu primeiro Nacional – tinha 12 anos – foi em Portimão, na altura em que a Vela nos Açores passou a ter mais visibilidade, além do Rui Silveira, claro! De uma das vezes em que ele veio ao Faial este ano, deu-nos um treino. Deu para perceber que estamos a fazer muita coisa mal. O segredo é praticar.

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Março de 2019: Rui Silveira (Atleta de Alta Competição), Jorge Krug Pires e Tomás Pó (Jovens-Talento da Vela dos Açores) representaram o CNH no 45º Torneio Internacional de Vela do Carnaval, em Vilamoura

O Rui Silveira projecta imenso o Faial e a Região. Fala-se muito dele e é um orgulho para o Clube Naval da Horta. Ele investiu tudo na Vela. Se eu pudesse fazer isso, se tivesse condição financeira que me permitisse não trabalhar, apostaria na Vela. Se soubesse que tinha de viver da Vela, ia esforçar-me ao máximo.

Sei que poderia ter treinado mais e que às vezes faltava a treinos para estudar para os testes mas também por vezes não vinha treinar durante a semana, porque preferia ficar com os amigos. Viver! Os amigos são importantes. Fiz muitos amigos na Vela mas também tenho outros amigos fora da modalidade. Contudo, estão todos no mesmo nível.

Evoluir sem ir aos Nacionais é muito complicado 

O Clube Naval da Horta é, acima de tudo, um sinal de que a Vela nos Açores tem valor. No entanto, é também graças ao Duarte [Araújo, Treinador de Competição do CNH] que eu e o [Tomás] Pó evoluímos imenso desde que ele cá está e fomos sempre melhorando os resultados, mesmo a nível nacional.

A primeira vez que fui “Jovem-Talento” foi no Nacional, em Sesimbra, no ano passado, e só me dei conta disso no final. Durante todas as regatas nunca me lembrei que se ficasse no Top 15 ia alcançar esse título. O objectivo foi sempre dar o meu melhor e isso veio por acréscimo.

Ser “Jovem-Talento” é sinónimo de contar com algum apoio para participação em provas nacionais.

Evoluir sem ir aos Nacionais é muito complicado. Eu e o Pó fomos a Maiorca, em 2018, fazer uma regata. E por acaso fiquei feliz com o resultado atingido: 20º lugar. Estamos a falar de uma regata em que participam velejadores do Mediterrâneo, de Espanha, etc, com uma frota gigante, algo a que já estamos habituados.

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2ª Prova de Apuramento Nacional (PAN), em Leixões: José Maria Silva, do Clube Naval de Ponta Delgada; Duarte Araújo, Treinador e Coordenador da Escola de Vela do Clube Naval da Horta; Jorge Pires, do CNH; e Alexandre Madruga, do Clube Naval da Madalena do Pico, representaram os Açores no Continente 

No Nacional de Optimist são 120 velejadores, divididos em 2 frotas de 60 cada. E no Nacional de Laser normalmente são 50 barcos. Por isso, faz-se tudo na mesma frota.

Ao fim de algum tempo, claro que nós já percebemos para onde está a dar a largada mas cada frota tem a sua dificuldade. Por exemplo: enquanto que aqui, num Regional, um velejador como eu não tem dificuldade na largada, no Nacional já tem de lutar mais um bocadinho, porque há vários atletas a quererem o mesmo lugar. Aqui há 5 velejadores a quererem largar dali e que conseguem largar do melhor lugar, num Nacional já são 15/20 velejadores a lutar por aquele lugar e a luta é muito maior. E numa prova superior ainda se regista uma maior disputa.

Somos agressivos, claro, porque quando nos encontramos numa largada, estamos a defender ao máximo aquele lugar para onde não vais querer que nenhum outro barco vá. Faz parte do desporto.

Sem o Duarte, isto não teria sido o mesmo

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“Desde há 3 anos que o CNH deu um salto gigante com o Duarte” 

Voltando aos treinadores, o Duarte foi o melhor que me poderia ter calhado. Todo o treinador que se chateia com os seus velejadores só mostra que se interessa com as classificações. Ele foi sempre um Treinador exigente. Desde que o Duarte veio para o CNH percebemos que ia ser um nível mais competitivo. Ele fez com que começássemos a utilizar imensos métodos de treino e exercícios novos que não utilizávamos antes. Percebe imenso de Vela. Se o Duarte não tivesse vindo para o Faial, o nível de Vela no Clube Naval da Horta não seria o mesmo. Ele vem de outra escola. Conhece o pessoal a nível nacional e foi quem começou todo este processo de irmos ao Continente. Conseguiu arranjar-nos casa, material, barcos, o que foi óptimo.

Somos mesmo amigos e ele é uma pessoa com quem podemos contar.

Sempre que vem um novo treinador, não sabemos se podemos brincar com ele; se é muito rígido. Mas tivemos muita sorte com o Duarte. Aprendemos muito com ele. Muito!

A Vela trouxe amigos e isso é um ponto em que o Duarte toca muito, na medida em que devemos socializar e fazer amigos. O Duarte chateia-nos muito com isso e realmente é muito importante. Antes, ficávamos mais no nosso canto, porque éramos os açorianos que iam ao Continente fazer regatas. Acho que quando começámos a ter muitos velejadores com o título de “Jovem-Talento”, começaram a olhar para nós com outro respeito. Já temos impacto na frota nacional. Já não somos os açorianos. Passámos a ter nomes. Mas devo dizer que nunca gozaram connosco. No início, o nível era muito diferente.

Dá para perceber que já tens alguma influência na frota quando olhas para trás e vês que tens lá 3 ou 4 velejadores a marcar-te e a virar-se quando tu viras.

No Optimist, não ganhei muitas regatas. Quando fui para o Laser é que comecei a andar bem. Foi a minha fase de glória. Entrei ligeiramente tarde no Optimist mas o Duarte ajudou-me a evoluir imenso. Encaro as mudanças como desafios.

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Dezembro de 2017: Jorge Pires exibe o Prémio alcançado na Regata do 24º Aniversário da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

Quando saí do Optimist fui para 420. Tive um Verão todo a treinar com o Jorge Medeiros e fizemos a Semana do Mar. Ficámos em 3º lugar. Mas logo a seguir ele embarcou no projecto “School at Sea” e eu fiquei “pendurado”. A primeira PCR era em Outubro e ele foi no final de Setembro. E então, eu fui para o meu primeiro Regional de Laser sem nunca ter treinado mas correu muito bem.

Não continuei no 420 por falta de companheiro. Velejar com um companheiro não é o mesmo que estar sozinho mas acho que o 420 é um barco muito bom; é um veleiro pequeno em que se tem tudo como num grande: 3 velas, um spi, a vela grande, é muito mais complexo do que um Laser.

Na Classe 420, o proeiro tem de ser sempre um bocadinho maior do que o timoneiro mas as decisões são tomadas em conjunto. Eu era timoneiro, andava no leme. Sem entendimento não é possível. Têm de ser amigos e saber velejar os dois. Os treinos têm de ser feitos de forma conjunta e connosco funcionava, porque estávamos muito motivados. Foi uma boa dupla!

É muito difícil para qualquer clube ter muitos 420. Mesmo nos Açores são poucos. São Miguel não está melhor do que nós. Desde há 3 anos que o CNH deu um salto gigante com o Duarte.

O equipamento não faz tudo mas ajuda

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“Um bom velejador tem de saber dar conta dos ventos”

Um bom velejador tem de saber dar conta dos ventos. Temos de nos adaptar às condições e procurar o melhor lugar, a melhor posição.

Ir para o lado menos favorável, não estar com a afinação perfeita na Vela, não estar a tirar o máximo partido da Vela, são situações que podem acontecer no decorrer de uma regata. E a culpa é sempre do velejador. Revirar numa regata é muito raro. Muito grave: partir uma ponteira. Sempre que se parte material numa regata, está acabada. Isso nunca me aconteceu, porque sempre tive bom material. Fiz a primeira época do Optimist e depois comprei um barco. A seguir vim para Laser, fiz uma época com um barco mau e depois comprei o meu barco. Claro que são sempre investimentos dos meus pais. O equipamento não faz tudo mas ajuda. Obviamente que ter o melhor barco da frota ajuda bastante. Mas também há aqueles que pensam que só estás naquela posição por causa do barco. Faço Laser e agora o material era igual para todos: todos usavam a mesma retranca, a mesma mastreação, o casco é igual. Tudo igual. Isso vem provar que nesta Classe, o barco não tem tanta importância como no Optimist, demonstrando quem é mais velejador.

Se a nossa frota tivesse outras condições em termos de equipamento, claro que ajudava a ter outros resultados. Mas também há aspectos que se fossem mudados poderiam tornar as coisas mais interessantes, como por exemplo a forma como muitos velejadores treinam. Têm de fazer mais. Claro que o material não é o melhor e é sempre difícil. Há muita gente que resmunga por não ter bom material mas é preciso ver que nos Açores, são os clubes que fornecem o material aos velejadores, ao contrário do que se passa a nível nacional. Por isso, estão mal habituados. Já vou com o princípio de que cada um tem de pagar e manter o seu equipamento.

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Jorge Pires: “A Vela foi o desporto certo para mim”

Cresci muito com a Vela em termos de mentalidade. O facto de irmos a uma regata e ficarmos uma semana fora, em que estamos por nossa conta, ajuda-nos a ser mais autónomos. Comecei a ver isto de outra maneira. Sou focado mas também um bocadinho teimoso. Há regatas que me correm muito mal, sinto-me muito triste e depois fico chateado comigo próprio. Ainda hoje isso acontece, porque acho que poderia ter feito melhor. O facto de eu ficar chateado quando acabo uma regata de que não gosto, chega a ser positivo. Certas vezes abuso e fico demasiado chateado sem ter razão para tal mas o ficar ligeiramente desiludido e dizer que na próxima regata vou fazer melhor, acho que é bom, pois leva-me a querer melhorar. Não gosto nada de perder! Num Nacional não fico triste por ficar em 4º ou 5º numa regata mas quando sou atirado para 15º lugar, aí já me pergunto: “O que se passa, Jorge?”

Há regatas que começam muito mal mas depois anda-se muito bem e consegue-se acabar numa boa posição. Em contrapartida, também acontece começar muito bem e acabar em 6º ou 7º e aí sim é que eu fico: “Mas eu estava tão bem! Como é que isto aconteceu?”

A Vela está dependente de muitos factores mas especialmente dos velejadores à tua volta, porque pode haver uma regata com um determinado vento em que eu estava a andar muito melhor do que o velejador X mas agora com este vento, aquele velejador já está a andar melhor do que eu. Tudo pode mudar rapidamente: o vento, o campo de regata, os velejadores.

O CNH é outra casa

Posso dizer que o CNH é outra casa, para onde vinha aos fins-de-semana e ficava a fazer Vela. E era também a mini-família que ia às provas lá fora. Vou sentir falta de fazer os Regionais e de ir aos Nacionais com os colegas daqui.

Vir ao Clube era algo regular na minha vida.

A Vela não é um desporto de equipa mas claro que jamais iria fazer um prego a alguém da minha equipa [um prego é quando se vira à frente de um velejador de forma a obrigá-lo a mudar de rumo].

Só espero que o nível do CNH continue a subir e que daqui a 2 ou 3 anos haja alguém a andar melhor do eu quando estava cá, pois o Clube Naval da Horta tem agora uma Escola bastante grande.

O CNH foi marcante na minha vida e falo dele quando estou noutros locais.

Por vezes, os meus amigos perguntam-me: “Para onde vamos sair?” E eu respondo: “Não posso, tenho uma regata!” E eles percebem e sabem o que é o Clube.

Regra geral, as pessoas têm a noção de que a Vela é um desporto de andar sentado no barco. O pensamento é: “Sentas-te, puxas uns cabos e já está!” Quem vê de fora não faz ideia da preparação imensa que a prática da modalidade implica, sendo necessário ter cuidado com o barco e de vez em quando mudar os cabos, quando se chega do mar é preciso lavá-lo e arrumá-lo. Claro que também há quem perceba por já ter feito Vela. Por isso, melhor do que explicar e a pessoa ter uma noção o melhor mesmo é praticar para ficar a perceber como funciona. 

O outro lado de Jorge Pires

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“O CNH foi marcante na minha vida”

- Prato preferido: Não sou muito esquisito para comer nem sou muito guloso. Desde pequeno que prefiro uma manga ou uma maçã a um bolo de chocolate.

Gosto muito de rolo de carne. No entanto, tenho tido mais cuidado com o que como por causa do ginásio. Faço ciclismo como complemento à Vela e outros exercícios em casa, como saltar à corda, etc. Gosto de exercício e de ir ao ginásio. O tempo passa rápido. Gosto principalmente de me sentir bem com o meu corpo.

- Qualidade: Sou mesmo perfeccionista. Também sou teimoso e não gosto de perder. Considero que a teimosia é uma qualidade no sentido de querer sempre melhorar e de trabalhar por objectivos. Coisas demasiado fáceis perdem a graça.

- Defeito: Não treinar tanto quanto poderia. Reconheço que poderia dar mais mas não sou de faltar a treinos. Aliás, no CNH sou dos que têm melhor assiduidade mas poderia dar mais fora dos treinos, de forma extra. Mas também quero ter outras vidas. Quando não vou a festas de anos, por exemplo, os meus amigos queixam-se.

- O que representa a Vela: O desporto certo para mim.

Experimentei Canoagem e gosto mas não para fazer de forma competitiva, como aconteceu com a Vela. A Natação nunca levei assim tão a sério, embora tenha ido a Regionais. A Vela foi o desporto em que mais me apliquei.

- Tempos livres: Durante as aulas não tenho. Sou um bom aluno.

Pode haver uma tarde em que vou a casa de um amigo ou vice-versa mas normalmente vou para a escola, como, vou ao ginásio, estudo, como e vou dormir.

Gosto de sair com os amigos e de ver séries. Também leio de vez em quando”.

Jorge: o facto de seres obstinado fará com que, cada vez mais, trabalhes por objectivos, sabendo e sentindo que deste o teu melhor. Os valores aprendidos na Vela acompanhar-te-ão vida fora, ajudando-te a rasgar outros horizontes e a alcançar novos pódios. As amizades conquistadas são verdadeiros troféus que saberás manter onde quer que te encontres, representando, a par da família, os pilares da tua existência.

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