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Assembleia Geral Eleitoral do CNH sem listas: José Decq Mota, Jorge Macedo e Olga Marques indigitados para a nova Direcção e para renovar a equipa

A continuação da Assembleia Geral Eleitoral do Clube Naval da Horta (CNH) será no dia 08 de Janeiro de 2015. Até lá, o Presidente da Direcção, José Decq Mota, o Vice-Presidente, Jorge Macedo, e a Vogal, Olga Marques, que foram, por votação unânime, indigitados para integrar a nova Direcção, têm a missão de encontrar pessoas para renovar a equipa, que ficará com a incumbência de gerir os destinos desta instituição durante 2015 e 2016.

Entretanto o actual elenco directivo mantém-se em funções até à conclusão do processo eleitoral, previsto para 8 de Janeiro.



A sala só ficou completamente lotada já depois da Assembleia Geral Eleitoral ter começado



O silêncio ensurdecedor que se vinha verificando nos últimos tempos, confirmou o que os mais atentos já sabiam: não houve listas candidatas às Eleições do Clube Naval da Horta (CNH). A Assembleia Geral Eleitoral decorreu na noite desta quinta-feira, dia 11, no Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH e, apesar de a sala se encontrar repleta de sócios (tendo alguns chegado após a hora de início, 21 horas), não houve iniciativa no que toca a caras novas para presidir aos destinos do Clube durante o próximo mandato: anos de 2015 e 2016.

1º - Discussão e deliberação sobre o Relatório Intercalar de Actividades;
2º-  Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2014-2016;
3º - Outros assuntos de interesse para o Clube, eram os pontos constantes da Ordem de Trabalhos.

Assim sendo, e após a leitura da acta da reunião anterior, pelo Presidente da Assembleia-Geral, Luís Carlos Decq Mota, e votação da mesma, coube ao Presidente da Direcção, José Decq Mota, a apresentação do Relatório Intercalar de Actividades.

O Dirigente máximo do Clube Naval da Horta evidenciou, em traços gerais, os aspectos que marcaram de forma positiva ou negativa, este mandato, caracterizado por uma “intensa actividade”:
- Intensificação geral da actividade desportiva do CNH;
- Reorganização, com processo em curso, do funcionamento da Escola de Vela, da Secção de Canoagem e da Secção de Natação;
- Reforço das relações com outros Clubes, designadamente do Continente, Madeira e países estrangeiros.
Neste sentido, recorde-se que foi assinado este ano, no decorrer do Festival Náutico da Semana do Mar, em Agosto, um Protocolo de Cooperação com o Clube Naval do Funchal e que futuramente vão ser assinados outros, designadamente com o Clube Naval de Cascais e de Hamburgo, atendendo a que muitos sócios deste último Clube escolhem a Marina da Horta como destino.
- Aprofundamento do trabalho de informação da actividade do Clube (referência directa à criação do Gabinete de Imprensa);
- Consolidação sólida do funcionamento da Classe Access, introduzida no fim de 2011, pela Direcção anterior, no âmbito do Programa “Faial Sem Limites – Vela Para Todos”, realizado em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF);
- Revitalização da Atlantis Cup – Regata da Autonomia quer em 2013 (25 anos), quer em 2014;
- Reforço do envolvimento do Clube na Comissão Náutica Municipal e na captação, apoio e co-organização de Regatas Internacionais;
- Realização de 2 excelentes Festivais Náuticos nas Semanas do Mar de 2013 e 2014;
- Manutenção de um padrão intenso na utilização do património baleeiro classificado e recuperado, com um regular funcionamento da Secção de Botes Baleeiros do Faial e com um entendimento construtivo com as entidades da Ilha do Pico;
- Resolução temporária de alguns dos problemas de espaço com que o Clube se debate, mediante a utilização de um amplo armazém da antiga fábrica do peixe, cedido gratuitamente pela administração da empresa proprietária.

A propósito, José Decq Mota salientou que “é imprescindível encontrar uma solução definitiva para esta questão, que provisoriamente está a ser solucionada graças à boa vontade da Cofaco Açores, o que pode mudar a qualquer hora”.

- Realização de uma gestão corrente atenta, que visou utilizar da melhor forma os meios existentes e potenciar as capacidades do Clube;
- Manutenção do esforço do espírito de voluntariado existente no Clube e recurso a colaborações especializadas na área dos contactos anteriores e do marketing.

A actual equipa elencou igualmente situações que, numa perspectiva não positiva, também marcaram este mandato:
- Inexistência, quase completa, de renovação e actualização das frotas de Vela Ligeira, de Canoagem e de barcos de apoio, por inexistência de programas públicos e associativos de apoio;
- Não evolução do processo de modernização e ampliação das instalações do Clube Naval da Horta, muito embora exista a informação de que o projecto, da responsabilidade da Região Autónoma dos Açores através da Portos dos Açores S.A, está pronto;
- Não actualização dos Estatutos, o que constitui cada vez mais uma matéria urgente e necessária de concretizar.

Neste Relatório Intercalar é apontado como “prioridade imediata a ponderação de uma revisão acentuada do funcionamento interno, com a valorização e actualização da falta salarial dos funcionários e com a criação de práticas profissionais que permitam ajudar a consolidar vários importantes avanços conseguidos nos últimos anos”.


António Costa (Tesoureiro); Luís Carlos Decq Mota (Presidente da Assembleia-Geral) e José Decq Mota (Presidente da Direcção do CNH)

O Tesoureiro, António Costa, falou da sua área (dinheiro), ressalvando que não ia ser feita uma Apresentação das Contas, uma vez que as mesmas ainda não estavam fechadas, atendendo a que este Relatório foi finalizado no fim de Novembro último e que, “em qualquer empresa, há sempre ajustes de contas durante o mês de Dezembro”. Resumindo as diversas rubricas, a ideia fundamental é de que o Clube Naval da Horta goza de saúde económica e financeira.

Dentro das diversas oportunidades que foram dada aos sócios para manifestarem a sua opinião, apresentarem dúvidas e/ou sugestões, Fernando Menezes, antigo Presidente desta casa, fez questão de felicitar a actual equipa, sublinhando que, como sócio, “sempre” acompanhou o Clube Naval da Horta, “uma instituição cada vez mais importante na projecção da Cidade da Horta e dos desportos náuticos”. E realçou: “O CNH continua a ser um marco importantíssimo nos desportos náuticos dos Açores e a Direcção actual impulsionou e consolidou alguns”.

Este antigo Dirigente manifestou também o seu apreço pelo facto de “as contas estarem boas”, acrescentando que “o saldo permite boas perspectivas”. E rematou: “É importante o equilíbrio entre a actividade intensa e o saldo financeiro bom”.

Passando ao segundo ponto da Ordem de Trabalhos, e uma vez que à Mesa da Assembleia não chegou qualquer lista candidata para os Corpos Gerentes do CNH para o mandato relativo a 2015-2016, foram ponderadas várias situações: nomear uma Comissão que ficaria encarregada de escolher uma lista; escolher um sócio que, por sua vez, iria convidar pessoas para integrar uma equipa com quem iria trabalhar ou, saber se alguém desta Direcção estava disponível para continuar e os que estivessem ficariam com a missão de convidar outros sócios para completar/renovar a lista, formada por 11 elementos.

Após ter dito que “seria racional que esta equipa fizesse mais um mandato” (o segundo), “atendendo a que foram iniciados processos que estão em curso e a correr bem, mas não consolidados” e que, “após consulta a todos os elementos a quase totalidade não se mostrou disponível invocando razão várias”, José Decq Mota sugeriu que uma hipótese poderia passar por aproveitar as pessoas disponíveis do actual elenco, renovando a equipa com outras.

No seguimento desta opinião expressa pelo actual Presidente, “sinónimo de disponibilidade e vontade em continuar”, Alzira Luís sugeriu que se seguisse esta terceira via, que foi apoiada por unanimidade. Assim sendo, José Decq Mota (Presidente da Direcção), Jorge Macedo (Vice-Presidente) e Olga Marques (Vogal) – os resistentes de uma equipa de 11 Dirigentes – foram indigitados para completarem a lista que será apresentada na Assembleia Geral, marcada para o dia 08 de Janeiro de 2015, com início pelas 20h30. Tendo em conta que este processo não se encontra concluído, o actual elenco mantém-se em funções até lá.

No tempo destinado ao 3º ponto, José Decq Mota referiu vários aspectos importantes da vida do Clube. Entre outros, encontra-se a exploração do Bar e a sua reabertura pelo novo Concessionário, João Martinho, prevista para o dia 19 deste mês e o Projecto dos velejadores do Clube Rui Silveira (Classe Laser Standard), David Abecasis/Miguel Guimarães (Classe Snipe) “que fazem um excelente de divulgação do Clube, da ilha e da Região”. Mesmo em fim de mandato, esta Direcção não hesitou em acolher a proposta de reactivação da Secção de Windsurf, tendo sido escolhida uma Comissão Instaladora, composta por 4 elementos, que se encontravam nesta Assembleia.

E aproveitando a deixa, Luís Carlos Decq Mota lembrou que “o Clube Naval da Horta foi pioneiro nesta modalidade nos Açores”, tendo mesmo sido realizado um Campeonato Nacional no Faial, no fim da década de 80, numa altura em que presidia aos destinos desta instituição. Por isso, rematou: “É sempre bom renascer”.

Fotografias de: Cristina Silveira