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Monitor de Vela do Clube Naval da Horta propôs aos atletas que colaborassem no arranjo dos barcos
O convite para participarem nos pequenos arranjos e manutenção dos Laser, 420 e Optimist partiu do Monitor de Vela do Clube Naval da Horta (CNH), José Miguel Barros, e foi muito bem aceite pelos velejadores que, desta forma, não só prepararam as embarcações para a próxima Prova do Campeonato Regional (PCR), que decorrerá em São Miguel, como aprenderam o funcionamento e a manutenção deste equipamento, que habitualmente usam.
José Miguel Barros (o terceiro, sentado, da esquerda para a direita) e os “seus” velejadores, que estiveram envolvidos nos trabalhos de arranjo dos barcos da Escola de Vela do CNH
Fotografia de: Duarte Araújo
O Monitor da Escola de Vela do Clube Naval da Horta (CNH), José Miguel Barros, desafiou os atletas a tomarem parte nos trabalhos de arranjo e manutenção das embarcações que usam nos treinos e nas provas. O repto foi “muito bem aceite” pelos velejadores que, “muito motivados”, passaram dois fins-de-semana, nas férias de Natal, no passado mês de Dezembro, a trabalhar nos “seus” barcos, embora sejam propriedade do Clube Naval da Horta.
“Depois de eu exemplificar, cada um foi capaz de arranjar o próprio barco. Primeiro, cada velejador lavou a embarcação que utiliza, depois limpou com acetona cada parte a ser arranjada, em seguida lixou, aplicou topcoat e, posteriormente, passou lixa de água e como último passo, poliu-a para dar brilho. Eles também arranjaram os cabos, os sacos de spi, viram as velas, remendaram os spis e limparam os barcos assim como as capas (forras) destes”, explica José Miguel Barros.
Os remendos que estavam mal postos (com fita-cola não apropriada) foram retirados e colocados novamente com fita própria para cada vela, mas de forma correcta, tendo sido colocados novos onde havia necessidade. Paralelamente aos trabalhos executados nas embarcações, também foram arrumadas as prateleiras, no armazém.
“Aproveitámos os dias de mau tempo, em que não era possível treinar, e ficámos em terra a tratar dos arranjos dos Laser (3), dos 420 (2) e dos Optimist (2)”, recorda o Monitor de Vela do CNH, sublinhando que “houve um grande empenho neste trabalho por parte dos velejadores uma vez que os barcos ficaram, assim, preparados para a próxima Prova do Campeonato Regional (PCR), que se realiza nos dias 07 e 08 de Fevereiro, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel.
Participaram nos referidos arranjos 9 velejadores que, a pedido do Monitor, lavaram o barco e a capa de uma colega que se encontrava ausente.
José Miguel Barros salienta, ainda a propósito desta iniciativa inédita, que os atletas se sentiram “motivados por saberem que um barco avariado tem menos andamento. Logo, demonstraram muita vontade em fazer este tipo de trabalho, ao qual não estão habituados, tendo em conta que o Clube Naval da Horta dispõe de um funcionário especializado que trata da manutenção dos barcos”.
Além de terem ficado a perceber como se constrói um barco e os cuidados a ter no seu arranjo e manutenção, esta actividade também permitiu aos velejadores do CNH uma aprendizagem pedagógica e cívica, na medida em que é fundamental estarem sensibilizados para a necessidade de preservarem este material que, hoje sendo seu, amanhã terá de servir para outros. “Apesar de o equipamento que usam diariamente pertencer ao Clube, a verdade é que todos devem estimá-lo como se fosse seu por direito, uma vez que sem ele não é possível realizar este desporto, ainda mais em competição”, salienta este Monitor.
Como já foi por diversas vezes noticiado, os programas de apoio a aquisição de embarcações para a prática da Vela encontram-se fechados desde há alguns anos, pelo que a necessidade de preservação assume-se cada vez mais uma realidade premente, com responsabilidades partilhadas.
A somar a tudo isto, encontra-se o facto de os atletas se terem ajudado uns aos outros, partilhando informações e saberes, o que revela espírito de equipa e camaradagem.
José Miguel Barros afirma-se “muito satisfeito” pelos resultados alcançados, sendo certo que a iniciativa é para repetir. A satisfação é corroborada pelo Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta, José Decq Mota, que disse a propósito: “As embarcações da forma como estão, pintadas e arranjadas, parecem novas!”. E remata” O José Miguel Barros foi muito cuidadoso, montando uma mini-oficina, com todas as ferramentas necessárias para que os atletas pudessem fazer os arranjos. E explicou-lhes tudo muito detalhadamente. Gostei muito de ver! Foi uma excelente iniciativa. Parabéns a todos!”.