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As expectativas de Duarte Araújo para o Nacional de Optimist

Campeonato de Portugal de Juvenis - Optimist 2015, de 24 a 28 de Março, no Faial
Treinador Duarte Araújo: Os velejadores do CNH vão aprender imenso, ganhar experiência e sairão do Campeonato mais maduros”

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Duarte Araújo: “Vai ser uma experiência fantástica para a Cidade e para o Clube Naval da Horta”

Fotografia cedida por: Duarte Araújo

A poucos dias do início do Campeonato de Portugal de Juvenis - Optimist 2015, que tem como clube organizador o Clube Naval da Horta (CNH), o Treinador de Vela Ligeira, Duarte Araújo, dá a conhecer as suas expectativas sobre esta competição nacional, que decorrerá de 24 a 28 deste mês, na ilha do Faial.


- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quais as expectativas em relação a este Nacional de Optimist?
Duarte Araújo: Em primeiro lugar, as minhas expectativas são as de cumprir, como Clube organizador, o que se espera de nós. Ainda que o Clube Naval da Horta tenha muita experiência a organizar outras actividades náuticas, na Semana do Mar e nas diferentes regatas oceânicas que chegam à Horta, somos algo inexperientes neste tipo de organização, já que nunca se realizaram aqui estes campeonatos. Temos feito o que está ao nosso alcance para contornar as dificuldades inerentes a tão prestigiante prova.

Num cenário ideal, gostava que no mar se pudessem realizar todas as regatas programadas, que em terra os velejadores e treinadores tivessem todas as suas necessidades realizadas e que as famílias e os participantes levassem para casa uma experiência fantástica, ficando com vontade de cá voltar.

No plano desportivo, temos vários velejadores do CNH apurados; alguns não teriam a hipótese de participar neste Campeonato se não se realizasse em casa. Deles espero que aprendam muito e encontrem a motivação para treinarem o melhor possível no próximo ano, para poderem voltar a participar. Temos outros, repetentes; estes têm treinado bastante e com muita motivação, espero deles um encurtamento de distância para a frota nacional, preferencialmente o apuramento para a frota de ouro, que são os 60 melhores do país.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Os velejadores do CNH estão bem preparados? Os treinos têm sido intensificados?
Duarte Araújo: Depois do fim das provas de apuramento, os treinos em vez de intensificados foram reduzidos, primeiro porque ficámos sem barcos para treinar, pelo facto de estarem em São Miguel; depois porque devido às obrigações laborais do nosso treinador José Miguel Barros, nesta fase do ano não pode continuar a colaborar da mesma forma com as equipas do CNH. No entanto, devido à grande vontade dos velejadores, todos os treinos são aproveitados ao máximo.

Alguns velejadores irão sentir enormes dificuldades com algumas condições de vento, mas isso faz parte do processo de aprendizagem. Espero que dêem o seu melhor quando as condições estiverem mais adequadas às suas capacidades técnicas e aproveitem para aprender com os melhores do país, com quem vão competir, o que é uma oportunidade muito rara cá. Outros estão mais preparados para disputar o Nacional, mas irão sentir também dificuldades em cumprir os seus objectivos, já que todos lutam muito para defender os seus lugares na classificação geral. Neste desporto nada aparece por acaso, é sempre com muita luta e trabalho que se consegue ganhar cada lugar na classificação.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quais as principais dificuldades que vão sentir?
Duarte Araújo: Para os mais pequenos, o vento forte, as ondas grandes e o cansaço vão ser um desafio.

Todos terão dificuldades nas largadas, rondagens de bóia e pequenos pormenores de colocação na frota, devido à pouca experiência que têm.

Para os que já participaram no Campeonato do ano passado, será a construção de expectativas. Têm treinado bastante e investiram muitas emoções neste desporto e neste Campeonato.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Qual a importância de ser no Faial? O factor casa poderá ajudá-los?
Duarte Araújo: Depende, depende principalmente das pessoas que rodeiam os atletas. Se, do ponto de vista náutico, o conhecimento do campo de regatas é um factor privilegiado, as expectativas sociais de um evento destes podem levar a criar expectativas irrealistas do conhecimento local versus capacidades técnicas, tácticas e físicas na frota nacional. Sempre que me perguntam isso lembro-me da cobertura nacional dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos: todos os dias abrem os noticiários com eliminações de atletas, como se todos, por estarem nos Jogos Olímpicos, estivessem lá para ganhar medalhas. Às vezes conseguiram ser o primeiro atleta Português a apurar-se naquela modalidade, ou até bateram records nacionais, mas as expectativas são tão irrealistas que se tornam só por si um factor negativo, tal é o desconhecimento da realidade daquele desporto.

- Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: O facto de estarem mais de 100 atletas no Faial, por si só é algo que já ajuda os velejadores do CNH a aprender e evoluir?
Duarte Araújo: Na verdade, vão estar 120 velejadores na Baía da Horta. Vai ser uma experiência fantástica para a Cidade e para o Clube Naval da Horta. Toda a população vai ver os Optimists na baía, que se vai encher de velas, primeiro a treinar e depois a competir. Para os velejadores locais vai ser uma experiência inesquecível, pois onde eles treinam, vão estar os melhores portugueses a fazer o mesmo que eles fazem todos os fins-de-semana. Claro que vão aprender imenso, vão ganhar experiência e vão sair do Campeonato muito mais maduros do que entraram nele.