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Entrevista CNH: Mariana Rosa, 1º Classificado Feminino do Ranking Regional de Optimist na época 2015/2016

O Gabinete de Imprensa do CNH esteve à conversa com a Mariana Rosa, velejadora do CNH classificada em 1º Feminino do ranking geral açoriano da classe Optimist na época 2015/2016. A poucos dias de embarcar para a sua primeira competição nacional na Vela Ligeira, Mariana falou-nos um pouco sobre o seu primeiro ano na modalidade e na competição.
Tem 13 anos e está no 8º ano, na Escola Secundária Manuel de Arriaga. Quando chegar à altura de optar, gostava de ir para a área de ciências e ser médico-legista.
Gabinete de Imprensa: Já eras atletas do CNH antes de entrares para a Vela. Como foi o teu percurso?
Mariana Rosa: Sim, pratiquei Canoagem no CNH durante dois anos. Mas tive que parar devido a problemas físicos e optei por ir para a Vela. Gostei mais deste desporto e cá estou.
Gabinete de Imprensa: Achas que a canoagem te preparou para a vela? Qual o desporto mais exigente?
Mariana Rosa: Sim, porque já estava mais habituada ao mar e a conhecer as ondas, por exemplo. Acho que foi mais fácil por causa disso.
Penso que a Canoagem seja mais exigente e intensivo a nível físico, porque trabalhamos mais duro e esforça mais os braços. Por outro lado, a Vela também é muito exigente, porque quando está mais vento é preciso fazer mais força e temos que nos adequar às condições.
Gabinete de Imprensa: O que representa o mar para ti?
Mariana Rosa: O mar representa uma parte da minha vida, nós vivemos rodeados de mar. No verão passo metade do tempo no mar e na praia com os meus amigos.
Gabinete de Imprensa: Qual o balanço deste primeiro ano na Lela Ligeira? Qual o sentimento de ficar em 1º Feminino no ranking regional de Optimist, logo no primeiro ano de competição?
Mariana Rosa: Acho que foi um ano muito bom, o sentimento não podia ser melhor. Para o tempo que estou na Vela, foi muito bom tirar bons resultados e ficar nesta posição. A adaptação também foi boa, já conhecia a maior parte dos meus colegas de Vela.
Nos regionais, principalmente no de São Miguel, que acabou por ser o primeiro com provas, estava muito nervosa e pensava que ia ser muito complicado, porque ainda são 40 barcos. Mas depois acabou por não ser assim tão difícil.
Gabinete de Imprensa: Após um primeiro ano de competição regional, este é o teu primeiro Nacional. Sentes-te ansiosa para representar o Clube Naval da Horta?
Mariana Rosa: Estou um pouco nervosa, porque vão ser muitos barcos e vai ser um pouco mais complicado. Mas acho que vai correr bem e vou dar o meu melhor.
Vai ser mais uma experiência e vai dar para conhecer outros velejadores, porque, por enquanto, só conheço praticamente os velejadores de cá.
Gabinete de Imprensa: Traçaste algum objetivo a nível de classificação para o Nacional?
Mariana Rosa: O meu objetivo vai ser dar o meu melhor e tentar não ficar em último (risos).
Gabinete de Imprensa: Achas que a Vela poderá vir a desempenhar um papel importante na tua vida, no futuro?
Mariana Rosa: Acho que sim, gostava de ter um barco com o meu pai e participar nas regatas da Semana do Mar. Ou até mesmo ter um trabalho relacionado com o mar.
Gabinete de Imprensa: O teu pai tem um barco de vela de cruzeiro. Agora que estás na Vela, achas que consegues ensinar-lhe aspetos mais técnicos da Vela?
Mariana Rosa: Por vezes acho que sim (risos). Do que vou aprendendo, vou-lhe dizendo que ele devia fazer algo de determinada maneira, como por exemplo se o vento está de uma maneira, devia-se orçar mais ou menos.
Gabinete de Imprensa: Vias-te a participar numa Atlantis Cup – Regata da Autonomia?
Mariana Rosa: Sim. Com o barco maior, o meu pai está a pensar participar se não para o ano, daqui a dois anos participar na Atlantis Cup. Gostava muito de participar.

A Mariana em ação, sempre sorridente, na 3ª PCR que se realizou na Horta.
O Clube Naval da Horta deseja à Mariana bons ventos nesta que é a sua primeira representação do clube numa Prova Nacional de Vela Ligeira. Que seja uma experiência enriquecedora e de aprendizagem!